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Ferrari complica Massa e Alonso vence

Folhapress
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Depois de brilhar no treino classificatório e conquistar a pole position, um erro bizarro da equipe Ferrari nos boxes tirou de Felipe Massa a possibilidade de vitória no GP de Cingapura de F-1, ontem, o primeiro da história disputado à noite, com luzes artificiais.

Beneficiado por diversos incidentes, o espanhol Fernando Alonso, da Renault, venceu a prova e conseguiu seu primeiro pódio no ano - seu primeiro triunfo desde o GP da Itália de 2007, ainda pela McLaren. O alemão Nico Rosberg, da Williams, terminou em segundo.

Lewis Hamilton, da McLaren, que largou em segundo lugar, se recuperou na corrida após perder algumas posições no início e acabou chegando em terceiro. Com isso, o inglês ampliou sua vantagem na liderança do Mundial. Ele tem agora 84 pontos, contra 77 do vice-líder Massa, restando três corridas para o final.

Em uma parada na volta de número 19, sob bandeira amarela, Massa obedeceu ao sinal verde da escuderia para sair, mas a mangueira de reabastecimento ainda estava acoplada a seu carro. Com a mangueira pendurada, o piloto teve de parar mais à frente e aguardar o socorro dos mecânicos. O brasileiro acabou caindo para a última colocação - depois ainda sofreria uma punição drive-through, que obriga a uma passagem por dentro dos boxes. No final, ficou em 13º lugar.

Seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, prejudicado pelo incidente, também caiu para as últimas posições. A três voltas do fim da corrida, quando estava em quinto, o finlandês bateu e deixou a prova. Sem pontuar, a Ferrari perdeu a liderança do Mundial de Construtores para a McLaren - 135 pontos contra 134.

Reviravolta

A história da corrida começou a mudar na volta de número 15, quando o brasileiro Nelsinho Piquet bateu sua Renault contra o muro e saiu da prova. Logo em seguida Rubens Barrichello, da Honda, abandonou. Neste momento, Massa liderava com folga. Porém a vantagem acabou com a bandeira amarela e a entrada do safety car na pista para a retirada do carro de Nelsinho.

No reinício, a prova sofreu grandes alterações. O alemão Nico Rosberg assumiu a ponta, mas tanto ele como o polonês Robert Kubica, seu colega na equipe BMW-Sauber, sofreram punições de dez segundos. O maior beneficiado acabou sendo o espanhol Fernando Alonso, da Renault, que voltou em quinto lugar, mas atrás de dois carros que sofreriam penalidades (Rosberg e Kubica) e de dois que ainda fariam pit stops, os italianos Jarno Trulli (Toyota) e Giancarlo Fisichella (Force India).

Após o pit stop de Trulli na volta 33, Alonso assumiu a liderança da prova para não perdê-la mais. O safety car voltou à pista após um acidente de Adrian Sutil na volta 51, acabando com a vantagem que Alonso tinha até então para o segundo colocado, Rosberg, e para Hamilton, terceiro. Porém as três primeiras posições acabaram mantidas até o final.

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