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Estação Ciência deverá ser no Lauro

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 50 representantes da comunidade científica de Bauru reuniram-se, no último final de semana, para participar do workshop “Estação Ciência de Bauru: Interação, Conhecimento e Inclusão Social”, no Instituto Lauro de Souza Lima. Como resultado do encontro, promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a cidade dá o primeiro passo para a implantação efetiva de uma escola-parque dedicada à ciência.

“Acertamos a criação de uma comissão responsável pela instituição da Estação Ciência de Bauru e já agendamos uma próxima reunião, na próxima semana, para a indicação dos nomes de cada representante”, explica Luís Victorelli, coordenador do evento. “Depois de formalizados os parceiros, os próximos passos são a definição do espaço a receber a Estação e a busca de apoios e patrocínios”, completa a secretária municipal da Educação, Ana Maria Daibem.

A comissão instituída contará com representantes das Secretarias Municipais de Cultura, Educação e Desenvolvimento Econômico, da Diretoria Estadual de Ensino, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), da Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Lauro de Souza Lima, além de representantes das escolas de ensinos superiores privadas e públicas da cidade.

Segundo Victorelli e Daibem, tudo indica que o Instituto Lauro de Souza Lima será o contemplado a receber a Estação Ciência, cujo objetivo principal é popularizar e difundir o conhecimento científico entre crianças e jovens.

“Acreditamos que é um dos locais mais apropriados para esse tipo de trabalho. Tem espaço para estacionamento e fácil acesso pela rodovia (Bauru-Jaú) para receber o público de fora da cidade”, dizem.

Para eles, a localização do instituto não irá comprometer a freqüência da comunidade no espaço. “É apenas uma questão de divulgar. E também, a própria experiência que temos com a freqüência no Zoológico Municipal, nos comprova isso”, acredita Daibem.

Na sexta-feira, entre os participantes, estava Emilio Antonio Jeckel Neto, diretor do Museu de Ciências e Tecnologia de Porto Alegre, considerado um dos principais museus interativos do País; Mikiya Muramatsu, vice-diretor da Estação Ciência da USP; e José Luiz Alckmin de Barros, coordenador da área de divulgação científica do MCT, que falaram de suas experiências na criação desses espaços em outras cidades.

“Nós pudemos saber como são, como se constrói e todas outras curiosidades para termos subsídios para a instalação em Bauru”, finaliza Victorelli.

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