Cairo - O grupo de 19 pessoas - 11 turistas europeus e oito guias egípcios - seqüestrado há dez dias no sul do Egito chegou ontem ao Cairo. Eles foram resgatados por tropas egípcias e sudanesas após um confronto que deixou “metade dos seqüestradores” mortos, informou o ministro da Defesa do Egito, Hussein Tantawi, que não deu mais detalhes da libertação.
Os reféns desembarcaram de um avião militar egípcio segurando flores e sorrindo e foram recebidos por militares, funcionários do governo egípcio e diplomatas.
Entre os reféns estavam cinco alemães, cinco italianos e uma romena, além de oito egípcios (dois guias, quatro motoristas, um guarda de fronteira e o organizador turístico) que os acompanhavam em um safári no dia 19 de setembro.
Eles foram capturados nas imediações do planalto de Gilf al Kebir, uma região desértica próxima da tríplice fronteira entre Egito, Líbia e Sudão. Além do Sudão, autoridades informaram que eles foram levados para o Chade.
As autoridades não disseram quem eram os seqüestradores que, segundo uma fonte anônima, teriam exigido US$ 8,8 milhões (R$ 16,8 milhões) para libertar os reféns. O porta-voz do governo egípcio, Magdy Radi, disse, no entanto, que o resgate não foi pago.