Ancara - Ao menos 15 soldados turcos e 23 militantes do grupo armado PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) morreram em um violento enfrentamento na fronteira da Turquia com o Iraque. De acordo com a rede de televisão local NTV, o conflito começou na madrugada de ontem e ainda se estendeu durante todo o dia.
Citando fontes do Estado-Maior do Exército turco, a a emissora de televisão informou que membros do PKK atacaram um posto de vigilância fronteiriça da Gendarmaria (policial rural do Exército turco) na província de Hakkari, no extremo sudeste da Turquia.
Os militantes do PKK utilizaram armas de longo alcance para o ataque e realizaram a ofensiva a partir do território iraquiano.
Os soldados atacados responderam com fogo e imediatamente começou uma operação militar com apoio aéreo que matou 23 separatistas curdos.
Morto
Fontes de segurança afirmam que o número de mortos pode aumentar. As operações com apoio aéreo e de artilharia pesada turca prosseguiram durante a manhã deste sábado contra as bases dos militantes no Iraque.
Nas próximas semanas, o Parlamento turco deverá decidir se amplia a permissão especial de um ano ao Exército para realizar operações além das fronteiras contra as bases do PKK no norte do Iraque.
Os ataques do PKK são bastante comuns na região. A Turquia, assim como a União Européia e o governo de Washington, considera o grupo rebelde uma organização terrorista.
O grupo rebelde PKK tomou as armas em 1984 para exigir a independência dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia, e desde então mais de 35 mil pessoas morreram nos confrontos entre os rebeldes curdos e as forças de segurança turcas.
Após a captura de seu líder Abdulah Ocalan, em 1999, a maioria dos grupos que pertenciam ao partido PKK se transferiu para o norte do Iraque, onde os milicianos estabeleceram suas bases rebeldes e de onde partem para atacar o território turco.