Bairros

Calçadas e rampas são barreiras

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Andar pelas calçadas de Bauru é difícil até mesmo para quem não apresenta nenhum tipo de deficiência ou redução de mobilidade. A constatação é fácil de ser feita, inclusive na área central da cidade. Nos bairros não é regra, mas os desníveis de um piso para o outro, a má conservação e até mesmo a ausência de pavimento impedem o fácil acesso de quem esteja enfrentando algum tipo de dificuldade na mobilidade.

Outro problema está na rampas de acesso e nos rebaixamento de guia que serviriam para facilitar a mobilidade das pessoas, mas na verdade são verdadeiras barreiras. Nos bairros, por exemplo, as rampas são raridades e os rebaixamentos de guia são vistos apenas para entrada de veículos nas garagens.

Na área central, de acordo com a dissertação de mestrado apresentada pela pesquisadora Rosana Fregolente, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista (FAAC/Unesp), chama a atenção o problema na cidade.

Na pesquisa “Caracterização da acessibilidade em espaços públicos. A ergonomia e o desenho universal contribuindo para a mobilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. Estudo de casos”, foi constatado que a maior parte das rampas existentes em Bauru foi executada fora das normas determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Como resultado, o jeito encontrado por quem precisa usar cadeira rodas, empurrar carrinho com crianças, usar muletas é dividir o espaço com os veículos no asfalto, colocando em risco a própria vida, como no caso das mães que conduzem os carrinhos com seus filhos. Como a prioridade foi dotar a área central da acessibilidade, os bairros ficaram para uma segunda etapa quando as obras necessárias estiverem concluídas no Centro. Para mudar a realidade, é preciso que haja um acordo entre munícipe e administração municipal. O primeiro deve manter as calçadas, que são de sua responsabilidade, em condições de serem utilizadas pelos deficientes. Já o município terá de adaptar as guias e sarjetas com as rampas de acesso de acordo com as normas determinadas pela ABNT.

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