Quito - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que a posição da companhia nas negociações com a Petroecuador é a de não aceitar o contrato de prestação de serviços - nova modalidade de exploração de campos de petróleo e gás imposta pelo governo Rafael Correa.
O governo equatoriano afirmou ontem que cancelará o contrato de exploração do bloco 18 da Petrobras caso a empresa não chegue a um acordo em menos de 30 dias.
As pressões sobre a Petrobras para assinar um acordo que a transforma em prestadora de serviços - exigência estendida a todas as petroleiras - aumentaram depois que não houve acordo até o dia 26 de setembro, prazo fixado pelo governo Correa.
Pelos novos contratos, o governo ficaria com toda a extração, em troca do pagamento dos custos de produção e de uma margem de lucro às companhias de petróleo.
O campo 18 é o único da Petrobras em produção no Equador - 32 mil barris. A estatal aceitou devolver o bloco 31, que estava ainda em fase de exploração.
A companhia brasileira negocia ainda uma solução para um oleoduto no qual é sócia no norte do país.