Islamabad - Depois das explosões que causaram a morte de dez pessoas na manhã de ontem, o Exército paquistanês realizou uma ofensiva aérea de retaliação contra supostos insurgentes que deixou ao menos 20 mortos no vale de Swat.
Os incidentes confirmam a intensificação dos conflitos entre o governo e os grupos militantes, no mesmo dia em que legisladores se reúnem para discutir as ameaças terroristas pelo país.
Segundo Athar Abbas, porta-voz das Forças Armadas do Paquistão, “helicópteros armados bombardearam esconderijos dos fundamentalistas na zona de Puchar”, dentro da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP, na sigla em inglês), uma das mais afetadas pela violência.
A polícia investiga se o ataque foi realizado por um suicida ou por um carro-bomba estacionado no local e ativado à distância. O atentado ocorreu quando legisladores realizavam uma reunião no local para discutir a situação da segurança no país. O atentado foi o mais recente de uma série de ataques contra legisladores aliados dos Estados Unidos na luta contra as forças terroristas no Paquistão.
O país vive uma onda de violência nos últimos meses, com o fortalecimento da ofensiva americana contra os insurgentes.
No último dia 6, 12 pessoas morreram e outras 61 ficaram feridas depois que um homem-bomba atacou a casa de um legislador na Província de Punjab.
A casa era de Akbar Niwani, membro da Liga-No, partido do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, principal partido de oposição ao governo federal e ficava na área de Bhakkar.
Dados militares divulgados em setembro revelam que a instabilidade e a onda de violência no país já causaram mais de 1.200 mortes desde julho de 2007. A maioria dos mortos é de civis.