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Lula escolheu Dilma para 2010, diz Tarso

Por Folhapress | Com ABr
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Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai defender junto ao PT a indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para representar a legenda nas eleições presidenciais de 2010.

Ele se excluiu da disputa ao dizer que, como membro do governo, deve “respeitar a escolha do presidente”. E reconheceu que essa escolha é visível. “É a ministra Dilma.’’

“Tenho uma avaliação, por uma série de sinais, que o presidente já fez uma escolha, que vai propor ao partido. E eu, como membro do governo e subordinado politicamente ao presidente, devo respeitar a escolha dele. E acho que é uma escolha boa, que tem condições de ser acolhida pelo partido e fazer uma grande campanha”, explicou.

O ministro ainda fez um balanço do primeiro turno das eleições municipais, com o auxílio, em alguns municípios, de tropas federais.

“Como ministro, recebi um relatório da PF (Polícia Federal) e, salvo algumas regiões com instabilidade mais grave e mais séria, as eleições transcorreram num ambiente excepcional. A Justiça Eleitoral está de parabéns e a PF sempre esteve disponível, inclusive estará instalando um série de inquéritos para investigar e punir pessoas que tiveram comportamento ilegal.’’

Sobre o desempenho do PT, seu partido, Tarso afirmou que a legenda “saiu fortalecida nas grandes regiões metropolitanas e aumentou em aproximadamente 30% o número de prefeitos, o que reforça a continuidade do projeto representado pelo presidente Lula”.

Tarso também fez uma análise dos possíveis reflexos da atual crise econômica para o governo e para o país. Ressaltou que as alternativas de desenvolvimento econômico criadas pelo governo não serão desconstituídas, criticou a herança recebida do governo Fernando Henrique Cardoso e informou que a estrutura de combate à lavagem de dinheiro redobrará atenções.

Durante a entrevista, o ministro também rebate declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de que o Brasil vive um “Estado policialesco”.

“Recebo como uma preocupação legítima do presidente da Suprema Corte, mas não como um conceito. Se fosse um conceito, seria totalmente desfundamentado e sem nenhum tipo de relação com a realidade brasileira e com a realidade abstrata de um Estado policial”, disse.

Na opinião de Genro, se não estivesse num Estado democrático, o país estaria mais próximo “de um Estado judicial do que policial”.

“O Judiciário vem exercitando plenamente sua soberania, inclusive suprindo vácuos originários de uma ausência de decisões estruturais de natureza jurídica do Poder Legislativo. Mas, na minha opinião, isso não é nenhuma deformidade. O equilíbrio em relação aos Poderes sempre varia em períodos históricos.”, disse.

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