Internacional

Ação do Sendero Luminoso mata 19

Folhapress
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Lima - Pelo menos 19 pessoas morreram e dez ficaram feridas em uma emboscada realizada por remanescentes do grupo maoísta Sendero Luminoso contra um comboio militar no começo da madrugada de ontem na região sudeste do Peru, informaram ontem as Forças Armadas do país.

Das vítimas fatais, 12 eram militares e sete, civis, incluindo várias mulheres e crianças.

O ataque, o maior dos últimos dez anos, ocorreu em uma zona de mata e de difícil acesso no departamento de Huancavelica, uma região que abriga boa parte de toda a produção cocaleira peruana.

Os guerrilheiros primeiro detonaram uma bomba e, depois, abriram fogo contra os quatro caminhões do Exército, ainda segundo os militares.

Em comunicado, o Comando Conjunto das Forças Armadas disse que os militares “reagiram imediatamente e se produziu um enfrentamento que durou várias horas” contra os “delinqüentes narcoterroristas dos Sendero Luminoso”.

Segundo o Ministério Defesa, há ainda um militar desaparecido e três dos feridos estão em estado bastante grave.

O grupo chegou a ter 10 mil integrantes e foi, nas décadas de 1980 e 1990, um dos protagonistas de um conflito interno que deixou estimados 70 mil mortos e desaparecidos.

Desestruturou-se com a política linha-dura do governo Alberto Fujimori (1990-2000) e, hoje, segundo o governo e especialistas, resume-se a centenas.

Crise

O ataque ocorre em meio a uma crise política que ameaça derrubar todo o primeiro escalão do governo García.

No domingo, foram divulgadas em um programa de televisão gravações que revelam um esquema para favorecer a norueguesa Discover Petroleum na concessão de campos de petróleo.

Anteontem, o primeiro-ministro, Jorge del Castillo, pôs o seu cargo e os de todo o gabinete à disposição do presidente, que deve tomar uma decisão nos próximos dias.

A oposição ameaça dar um voto de censura ao governo no Congresso caso García não aceite as demissões. Desde domingo, já caíram o ministro de Minas e Energia, Juan Valdivia, o presidente da Petroperu, César Gutiérrez, e o membro do diretório da Perupetro, Alberto Quimper.

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