Tribuna do Leitor

Abram alas, eu quero passar


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Gostaria de parabenizar a reportagem veiculada no caderno JC nos Bairros, edição de 5/10, sobre acessibilidade. Num tom informativo e esclarecedor, a matéria nos remete ao difícil cotidiano dos deficientes físicos nos arredores da nossa sociedade. Digo arredores porque sinto que é exatamente assim que eles vivem, “em volta”, atrelados a sua incapacidade relativa nata, à espera de melhores condições de vida que só mesmo as classes governantes podem proporcionar. Os tipos de barreiras que um deficiente físico confronta no seu dia-a-dia são diversos. Algo simples, como o direito de ir e vir, que é tão corriqueiro para nós, para eles é fator de desgaste, tristeza e desistência, e por aí vão-se embora: lazer, consultas médicas, realização de tarefas pessoais e vitais que os afastam de um convívio social mais digno.

A melhoria no meio de locomoção dessas pessoas vem ganhando mais atenção nos últimos tempos, as adaptações de calçadas e rampas nos centros urbanos demonstram um maior empenho em favorecer o deslocamento dos deficientes físicos. Mas uma outra maneira fundamental de ajudar estas pessoas seria acenar com sinal verde o ingresso deles em todas as áreas da sociedade, para que eles tenham participação mais ativa e consigam se sentir mais aclamados no tão sonhado, mas por enquanto teórico, projeto de inclusão social.

Catharina Costa - estudante de arquitetura

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