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Método diminui riscos em intervenções

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Alguém poderia questionar: se existem atualmente exames radiológicos tão detalhados, por que é preciso se fabricar protótipos tridimensionais de órgãos humanos? “O médico e o dentista precisam tocar a estrutura para poder fazer o planejamento cirúrgico com mais precisão”, acredita Cristiane Ulbrich, proprietária de uma empresa de prototipagem rápida em Campinas e pós-doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Vamos imaginar um cirurgião que precise realizar uma intervenção na cabeça de um paciente. Com o protótipo em mãos, ele poderá planejar de maneira mais detalhada o procedimento”, explica Marcos Antônio Leonel, gerente de tecnologia de uma empresa bauruense especializada em diagnósticos por imagem.

O coordenador de tecnologia da empresa, José Guilherme Bellucci, lembra que métodos tradicionais (como as imagens em duas dimensões) não oferecem noção de profundidade para quem os analisa. “Com planejamento, diminuem os custos do procedimento bem como os riscos e o tempo de recuperação dos pacientes, pois o médico saberá com exatidão onde e como terá de intervir”, avalia.

O médico radiologista Antônio Carlos de Araújo Telles Nunes, um dos proprietários da empresa, explica que a área de diagnósticos por imagens passou por uma grande evolução, nas últimas décadas.

“Quando fui fazer residência médica no Rio de Janeiro, há cerca de 30 anos, tínhamos à disposição apenas o raio-X convencional, além de uma máquina de ultra-som e outra de mamografia. Hoje, exames de ressonância magnética permitem identificar qual área do cérebro é responsável por determinado movimento ou mesmo localizar uma área do corpo que esteja passando por metástase”, diz.

Ele afirma que a radiologia deixou de ser um mero instrumento de diagnóstico. “Atualmente, a área permite que se pense em intervenções mais precisas, assim como na reconstituição de órgãos e estruturas corporais”, afirma.

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