Tribuna do Leitor

Agudos, a terra do barulho


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Exercendo o direito de todo cidadão, exponho publicamente meu descontentamento pelo completo desrespeito que se tornou o uso de carros de som, usados de forma vergonhosa por nossos “nobres” vereadores e candidatos a cargos no município para divulgação eleitoral, pelo comércio ou divulgação de eventos em Agudos. E descontentamento pela não-aplicação das leis e a estagnação das autoridades públicas.

Primeiro, que no uso de carros de som todos estão irregulares, conforme lei federal emitida pelo Conselho Nacional de Trânsito, resolução 204, de 20 de outubro de 206, porque não possuem licença e não possuem vistoria de nível de ruído. Resumindo, todos deveriam ser autuados conforme artigo 5, resolução 204. E na busca dos meus direitos, procurando a Polícia Militar para que se cumpra a resolução e a aplicação do artigo 228 do Código Brasileiro de Trânsito, fui informado pelo tenente que pela não-assinatura de convênio entre a Prefeitura de Agudos e a Polícia Militar, as multas de solo, no município, não podem ser aplicadas.

São elas carros de som, estacionamento irregular, impedimento de via pública. Qualquer cidadão pode estacionar um caminhão no portão de vossas senhorias e ninguém pode nada fazer. Pode impedir as vias públicas e a polícia nada pode fazer. Pode-se passar com o som gritando a cada 10 minutos, como fazem atualmente no Centro, em Agudos. Qualquer motivo se tornou razão para fazer barulho, virou banalização e o completo desrespeito ao direito do cidadão residente no Centro da cidade. Estou indignado e envergonhado de me dizer agudense perante pessoas de outras cidades que me visitam. Falar ao telefone, ouvir música na sua própria casa ou assistir TV é impossível. Como morador de Agudos e cidadão pergunto às autoridades públicas: ninguém ouve? Não enxergam? Não moram aqui?

Até quando Agudos irá viver com tamanho desrespeito aos seus moradores e aqueles que deveriam legislar, executar e administrar em favor do respeito às leis, à ordem pública e qualidade de vida da população vão agir como se não tivessem nada a ver com eles? Qualidade de vida não combina com poluição de qualquer forma. “Agudos, lugar de se viver”, perturbado e sem lei.

Wesley Camargo

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