Semáforos, sinais, placas e avisos de trânsito, muitas vezes, são problemas sérios, que podem induzir a erros capazes de provocar acidentes. A inexistência, a má visibilidade, a instalação de maneira incorreta ou a falta de clareza podem se transformar em dor de cabeça para os motoristas. E Bauru não está livre desse problema.
Quem sai da região do Bauru Shopping e deseja ir ao Centro da cidade pela avenida Nações Unidas paga todos os seus pecados - além de correr um grande risco - ao tentar fazer o retorno, ali nas proximidades de uma churrascaria. Urge que um semáforo seja instalado naquele local. Mais que uma questão de bom senso, é uma questão de segurança.
A má visibilidade ocorre nos locais arborizados. Não citarei os casos existentes porque a simples poda de alguns galhos de árvores resolveria o problema.
O mau posicionamento de alguns sinais é outro ponto negativo. O motorista tem poucos segundos para entender qual é a “mensagem”, ou melhor, para quem o sinal está “dando o aviso”. Há vários desses sinais pessimamente instalados em saídas da avenida Nações Unidas para ingressar na marginal ou paralela. Isto porque o famoso triângulo, que indica que uma das vias é preferencial, tem dupla falha: está muito próximo da junção delas, e exatamente na metade do estreito canteiro que as separa. De tal forma que não define, com clareza, de quem é a preferencial: do motorista que vai ingressar na marginal ou de quem já está nela. O sinal deveria estar instalado em um ponto anterior e bem próximo da guia da pista que é considerada secundária.
Nem sempre os avisos são claros e concisos. Há alguns muito extensos e até prolixos. Um saudoso amigo, o bauruense Átilas Minardi, narrou-me o diálogo que presenciara, em uma avenida de Campinas, entre um guarda de trânsito e um motorista de caminhão:
- Você não poderia ter feito essa manobra. Não leu o aviso?
- Não li. Eu estou aqui para guiar o meu caminhão e não para ler romance!
O tal aviso era tão extenso que, naquelas circunstâncias, para o motorista do caminhão era um verdadeiro romance!
Josino Ismar de Conti Pereira