Lençóis Paulista - A Vigilância Sanitária registrou, em duas semanas, nove casos de leishmaniose em cães em bairros da região norte de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Segundo a médica Cristina Baptistella, coordenadora de Saúde Comunitária, cerca de 120 pessoas, da Vigilância Epidemiológica e agentes comunitários, estão fazendo um arrastão nos bairros para impedir o avanço da doença.
Dos nove casos já confirmados, sete são importados e dois são autóctones (contraídos dentro da cidade). A maioria dos casos ocorreu nos bairros Cruzeiro, São João e Contente. Há um caso na zona rural.
“Estamos trabalhando com equipes da Vigilância Epidemiológica com os agentes comunitários de saúde e dois veterinários. Estamos fazendo a verificação das condições dessas casas, nos quintais dos domicílios, casa-a-casa nesses bairros e nos bairros vizinhos a ele”, explica Baptistella.
Segundo ela, os agentes estão verificando as condições sanitárias nos imóveis. “Se tem árvores, se tem folhas, frutos, dejetos de animais, lavagem, canteiros de criação de minhocas. Essas são as condições de proliferação do mosquito palha (transmissor da doença). Ao mesmo tempo estamos avaliando as condições dos animais que estão nesses domicílios”, detalha a coordenadora.
Nos casos de o animal estar com algum sintoma da doença, eles são encaminhados para o veterinário que vai colher material para exame. “Uma vez confirmado o diagnóstico o animal está indo para eutanásia”, diz Baptistella. Além dos nove casos confirmados, há outros casos suspeitos aguardando os resultados de exmes.
Os principais sintomas da doença nos cães, detectados em Lençóis Paulista é o emagrecimento rápido do animal - onde mesmo estando alimentado ele perde peso - queda de pêlos em volta dos olhos e do focinho, lesões nas pontas das orelhas e unhas crescidas.
No ano passado Lençóis Paulista registrou um caso de leishmaniose em um morador que foi tratado e passa bem. “Também tivemos alguns animais que foram para eutanásia mas eram animais que tinham vindo de zona endêmica. Mas autóctones, é a primeira vez que nós estamos detectando aqui”, revela a coordenadora.
A Vigilância Sanitária colocou um caminhão à disposição da população para fazer a coleta de entulhos inservíveis. “Eles passam nos endereços onde os agentes comunitários estão detectando e a pessoa que quer se desfazer do material”, avisa Baptistella. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone da Vigilância Sanitária (14) 3263-0020 (ramal 28).