Internacional

Milan Kundera nega ter delatado espião ocidental

Folhapress
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O escritor Milan Kundera, 79 anos, foi acusado de ter delatado em 1950 um espião ocidental em missão na então Tchecoslováquia, que em seguida cumpriu 14 anos de trabalhos forçados. Kundera nega ter sido o delator. Kundera, refugiado desde 1975 na França e que tem a nacionalidade francesa, foi implicado por Vojtech Ripka, jovem pesquisador do Instituto para o Estudo de Regimes Totalitários. O autor de “A Insustentável Leveza do Ser’’, teria seu nome citado num relatório da polícia datado de 14 de maio de 1950. Kundera teria tomado a iniciativa de delatar Miroslav Dvoracek, que dois anos antes se refugiara na então Alemanha Ocidental e, sob falsa identidade, voltara a Praga como espião.

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