Washington - O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, tem uma última chance de confrontar seu rival do Partido Democrata, Barack Obama, hoje, dia em que os dois participam de um debate durante o qual o republicano espera dar novo ânimo a sua campanha.
Três semanas antes das eleições de 4 de novembro, o republicano vem ficando sem tempo e sem chances de reverter o momento favorável do democrata e mudar a cara da disputa pela Casa Branca, que parece pender para Obama.O debate de 90 minutos a ser realizado na Universidade Hofstra em Hampstead (Nova York), a partir das 21h (22h em Brasília), será o terceiro e último debate entre os dois presidenciáveis e a última chance deles de atingir uma audiência calculada em 60 milhões de pessoas ou mais.
“Não tenho certeza sobre o debate de quarta-feira ser do tipo ou vai ou racha para McCain. Mas esse evento precisa ser o início de qualquer argumento final que o candidato pretenda fazer nesta disputa”, afirmou Fergus Cullen, presidente do Partido Republicano em New Hampshire.
Vantagem de Obama
Obama abriu uma sólida vantagem em relação a McCain na disputa enquanto a crise econômica atual desvia a atenção do eleitorado para essa questão. Pesquisas mostram que os eleitores preferem o democrata quando se trata de comandar a economia norte-americana.
No final do dia de ontem foi divulgada pesquisa da CBS News/New York Times na qual Obama está 14 pontos à frente de McCain. Na pesquisa, Obama tem 53 por cento das intenções de voto em nível nacional, contra 39 por cento de McCain.
O republicano não conseguiu aproveitar os dois primeiros debates contra Obama, que foi considerado o vencedor deles, segundo enquetes realizadas após os encontros.
McCain vem tentando encontrar uma mensagem coerente enquanto a economia domina os eventos de campanha. Na semana passada, McCain acusou Obama de envolvimento com ex-radicais da década de 60.
Na segunda-feira, McCain abordou um novo tema, declarando-se um adversário aguerrido que lutaria até o último momento pelos votos dos norte-americanos. No dia seguinte, voltou a falar de economia e apresentou sugestões sobre cortar impostos para os idosos e medidas para responder à recente queda nos mercados de ações.
Confiança nos candidatos
Em meio à crise de confiança do mercado financeiro, a maioria dos americanos diz acreditar que a situação econômica do país ainda vai piorar e que nenhum dos candidatos à Casa Branca é capaz de resolvê-la.
Segundo pesquisa “USA Today’’/Gallup divulgada ontem, 73% dos entrevistados dizem que a economia está “ruim’’ (número mais alto registrado pelo instituto). E 84% prevêem que a economia vai piorar, mesmo diante do plano bilionário de resgate do governo para acelerar a recuperação do sistema financeiro.