Bairros

Único banheiro público do Centro é precário

Ligia Ligabue
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O Calçadão da Batista de Carvalho recebe uma média de 20 mil pessoas por dia. Nas datas de pico, esse movimento sobe para mais de 50 mil clientes de Bauru e região. Porém, o único banheiro público mantido pela prefeitura para atender toda essa multidão, na Praça não dá conta do recado. Ontem, de um total de 10 cabines, apenas cinco funcionam. Metade das torneiras estão quebradas e quando chove, o lugar é inundado. A falta de um banheiro adequado leva muita gente a procurar bares e lanchonetes, que acabam com um custo de funcionamento bem maior.

Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal da Cidade esteve no banheiro da Praça Rui Barbosa, o único à disposição da população na área central. Na parte destinada às mulheres, das cinco cabines, três estavam entupidas – inclusive a destinada á portadores de deficiência. E das cinco torneiras, apenas duas operavam normalmente. Já na ala masculina, três cabines e duas torneiras funcionavam.

Diariamente, cerca de 300 mulheres e de 800 a mil homens recorrem ao banheiro da Praça Rui Barbosa, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 16h45. E no final do ano, com as compras de Natal, essa procura deve triplicar.

O instalador de azulejos Reinaldo Deoclécio Pereira conta que nas últimas semana atuou como cabo eleitoral nas eleições e precisou muito dos banheiros públicos. “Está muito precário. Aqui na Praça Rui Barbosa eles usam para tudo, menos para ir ao banheiro”, critica. Para ele, falta uma atenção da prefeitura ao lugar. “É que prefeito, secretários e o pessoal da administração não precisa desse banheiro, porque não iriam conseguir usar de jeito nenhum”, afirma.

O comerciante Wagner Neves, que administra uma lanchonete no Calçadão, conta que seus gastos aumentaram. “Eu mantenho dois banheiros e um lavatório para os clientes. Mas muitos que não são clientes e acabam entrando e usando, o que triplicou a conta de água”, conta. Para ele, uma saída seria a instalação de banheiros bem-cuidados em cada quadra do Calçadão. “O que tem hoje não tem condições. Vive fechado”, pontua.

O lojista Sérgio Okubara conta que mantém banheiro para funcionários. “Mas se o cliente precisa, a gente não nega”, afirma. Ele acredita que se o banheiro público fosse mais cuidados, as pessoas não iriam passar tantos apuros. “Falta um cuidado com os freqüentadores do Calçadão. Se tivessem um banheiro legal, não riam pedir o nosso”, avalia.

Francisco Bernardis, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas, lembra que os comerciantes do Calçadão elaboraram e entregaram à prefeitura projeto para administrarem a Praça Rui Barbosa e o seu banheiro também. Porém, a proposta foi recusada. Ele avalia que a cidade deveria investir no mínimo de conforto aos usuários do comércio central. “Uma cidade que bate no peito ao dizer que é polo comercial regional não recebem bem as pessoas que convida. É um desrespeito geral”, critica.

Responsável pela manutenção das áreas verdes e dos banheiros públicos, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) coordena quatro banheiros públicos. O da Praça Rui Barbosa, o da

Praça dos Expedicionários, no Jardim Bela Vista, além os do Bosque da Comunidade, na Vila Universitária e os localizados no Parque Vitória Régia.

A Semma, por meio da assessoria de comunicação, informa que todos os banheiros recebem manutenção periódica, de acordo com a necessidade. No caso dos banheiros públicos localizados no Parque Vitória Régia e Praça dos Expedicionários, há previsão de pintura até o fim deste ano.

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