A Fundação Bienal de São Paulo preparou um esquema de segurança especial para os primeiros dias da exposição, que será inaugurada hoje para convidados e no domingo para o público, por conta de uma ameaça de pichação.
A ação seria promovida pelas mesmas pessoas que picharam a galeria Choque Cultural, no mês passado. A ação dos pichadores está sendo convocada pela internet para ser feita no segundo andar da mostra, que permanecerá vazio durante o evento, e até mesmo em obras. “Estamos esperando esse tipo de ação e tomamos providências para evitá-la. Isso é um absurdo’”, disse anteontem o curador da 28ª Bienal, Ivo Mesquita, na entrevista coletiva de apresentação do evento.
“Nós sabemos que eles estão convocando gente da periferia da cidade para fazer isso, e essas pessoas não sabem o que elas vão encontrar. Em geral, quem faz esse tipo de ação a realiza à noite, mas aqui eles não sabem no que vão estar se metendo. É um lugar público e que terá muita segurança’”, afirmou a outra curadora da Bienal, Ana Paula Cohen.
Para ela, “o que quem lidera isso quer fazer é aparecer na imprensa. E ele está até mesmo violando um código de ética dos pichadores que é não pichar em cima do trabalho de outros, caso eles venham pichar obras aqui”.
Em junho passado, um grupo de 40 pichadores fez no Centro Universitário Belas Artes ação semelhante à pretendida na Bienal e à ocorrida na galeria Choque Cultural.