Na eleição de 2004 Rodrigo Agostinho reelegeu-se vereador com uma votação histórica de 5.751 votos. Durante a discussão do Plano Diretor, foi um participante ativo (aliás, o único vereador presente), auxiliando principalmente na fase de sistematização dos artigos e propostas. Em 2006 teve coragem e ousadia e saiu candidato a deputado federal, obtendo uma expressiva votação de pouco mais de 45 mil votos, embora insuficiente para elegê-lo. Adquiriu sua única experiência administrativa no poder executivo como secretário Municipal do Meio Ambiente, ao longo de 15 meses. Aí talvez tenha sido ingrato com o futuro ex-prefeito, ao atacá-lo durante a campanha. Embora possuidor de invejável capital político(45 mil votos na eleição de 2006), teve que digladiar com o presidente municipal de seu partido (PMDB) e graças à intervenção do presidente estadual seu nome foi acolhido e aprovado em convenção para candidato a prefeito. Não aceitou “cabresto” de dirigente partidário, como convém a um legítimo líder.
Durante a campanha, assinou Termo de Compromisso no debate entre os candidatos, realizado na OAB. Nos debates em que pude assistir, saiu-se bem, demonstrando clareza e consistência de propostas, além de boas “saídas” nas “saias justas” em que foi colocado. No Seminário realizado na Assenag, em 29/9/08, revelou-se bom conhecedor dos problemas e das realidades do município. Concluída a apuração, está eleito novo prefeito de Bauru com mais de 97 mil votos. O povo carimba com o voto seu desejo de nova liderança, possivelmente já cansado com o que aí está e vendo nele a esperança.
O jornalista Zarcillo Barbosa, no artigo de domingo, no JC, dá a receita pronta para o sucesso de uma administração, cuja leitura ajudaria muito o recém-eleito. Destaco os seguintes trechos: 1) “Basta que cuide dos buracos, colete o lixo com eficiência, pague em dia os funcionários e enterre os indigentes”; 2) “A primeira virtude de um prefeito é a de ser capaz de estimular a cooperação”; 3) “Os prefeitos erram ao criar estruturas hierárquicas autoritárias, autocráticas e ao estimular, ao invés de cooperação, a competitividade no mau sentido”. Cita ainda como paradigma o ex-prefeito Alcides Franciscato. E eu acrescentaria o também ex-prefeito Osvaldo Sbeghen, que com seu jeito simples vistoriava obras diariamente em um velho Fusca, em companhia do secretário de Obras e estava permanentemente próximo da população.
Futuro prefeito Rodrigo Agostinho: agora aumentou significativamente sua responsabilidade de homem público, por isso aqui vão algumas dicas: mantenha sempre à mão os compromissos de campanha, para que não caiam no esquecimento e se tornem apenas promessas não cumpridas; preserve a liderança em construção; comunique-se sempre com a população e não se isole no Castelo das Cerejeiras. Boa gestão e bom governo, para que no futuro possa voar ainda mais alto, como convém a uma saudável liderança.
Christopher Davies - engenheiro agrônomo - RG 8.739.141