Polícia

Rapaz tem 84% do corpo queimado

Por Lígia Ligabue | Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 4 min

A família ainda não sabe o que aconteceu com o auxiliar de produção Rodrigo Ribeiro Catani, 18 anos, que teve 84% do corpo queimado. Ele chegou em sua residência com o corpo todo ferido na madrugada de ontem. Aos familiares, disse que o fogo começou quando acendeu um cigarro, na esquina de sua casa. Levado ao Pronto-Socorro Central (PSC), ele foi transferido ao Hospital Estadual, onde foi internado em estado grave na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ). Até o final da noite de ontem, Catani permanecia internado e respirava com o auxílio de aparelhos.

No Plantão Policial, a ocorrência foi registrada como autolesão. De acordo com uma prima que preferiu não ter o nome divulgado, o auxiliar de produção chegou por volta das 2h em sua casa, na rua Sargento Basílio da Cruz Bonfim, pedindo ajuda à sua avó. Ele contou que estava na esquina debaixo, na rua Soldado Antônio Rodrigues Filho e, ao acender um cigarro, sofreu as queimaduras.

A família do rapaz acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que levou Catani ao PSC. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi levado ao Hospital Estadual, onde foi internado na Unidade de Terapia Intensiva da UTQ. De acordo com informações da assessoria de comunicação da unidade hospitalar, o estado de saúde do auxiliar de produção é grave. Ele teve queimaduras de 3.º grau em quase todo o corpo.

Procurados pelo Jornal da Cidade, familiares do rapaz afirmaram que não sabem como o fogo começou. “Ele já chegou aqui queimado. A única coisa que ele disse foi que estava fumando e se queimou”, contou a prima. Mas a própria família questiona que somente o cigarro possa ter causado tantos ferimentos no rapaz.

No local onde o fogo teria iniciado, havia pedaços de roupas queimadas espalhados pela calçada. A moradora de uma casa próxima afirmou que no momento do incidente estava dormindo e não percebeu nada. “Só vi que tinha acontecido alguma coisa nesta manhã (ontem) quando aqui estava cheio de polícia”, conta, sem dizer o nome. “Ele é um cara tranqüilo, gente boa. Todo mundo gosta dele. Não temos idéia do que possa ter acontecido”, afirma a prima do rapaz. A Polícia Científica foi acionada para ir ao local para apurar os motivos do acidente.

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Incêndio a residência

Pela segunda vez em menos de uma semana, uma casa localizada no Jardim Petrópolis é incendida. Antônio Meirelles Dantas, 44 anos, estava deitado em um colchão na sala de sua residência, na quadra 3 da rua Joaquim Radicopa, quando, por volta das 21h de anteontem, foi surpreendido por uma garrafa contendo líquido inflamável já em chamas. O fogo se espalhou e consumiu parte do imóvel, causando queimaduras. Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) e passa bem.

De acordo com informações de vizinhos, pouco antes Dantas estava em frente ao imóvel conversando com um grupo de garotos e pedia para que se retirasse do local. O motivo alegado foi cansaço, uma vez que teria limpado o imóvel após incêndio ocorrido na última quinta-feira. Em seguida, foram ouvidos gritos de ajuda vindos de dentro do imóvel.

Dantas ainda teve tempo de jogar a chave do portão para um dos moradores, que pediu ajuda. A vizinhança acredita que os mesmos garotos foram os responsáveis pelo incêndio. Uma garrafa com produto inflamável em chamas foi jogada na sala após quebrar um dos vidros da janela. Um dos sete cachorros de Dantas também sofreu queimaduras. Ontem pela manhã, o cheiro de queimado na casa era forte. Havia cacos de vidros e marcas se sangue espalhadas pelo chão.

Na última quinta-feira, o Corpo de Bombeiros resgatou sete cachorros na mesma residência. O incêndio no imóvel de alvenaria, também ocorreu à noite. Não havia ninguém na residência quando as chamas se espalharam. No local, estavam apenas os animais de estimação do morador, que foram retirados pelos bombeiros. Os móveis da casa ficaram completamente destruídos.

Como existe a suspeita de que o segundo incêndio na casa de Dantas pode ter sido provocado por adolescentes, o Jornal da Cidade entrou em contato com o promotor de Justiça da Infância e Juventude Onilandi Santinho Basso. Ele orientou a vítima a procurar a Delegacia da Infância e Juventude (Diju) para que o caso seja registrado, por se tratar de uma ocorrência grave.

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