Para quem não viu, vale a pena, ao menos por estar a menos de um metro dos famosos carros de competição. No entanto, para os que já tiveram algum contato com os padocks ou qualquer outra relação com o mundo do “circo” da Fórmula-1, o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em sua 25.ª edição, provoca um gostinho de “quero mais” entre os visitantes aficionados pela mais importante categoria do automobilismo mundial.
Apesar de serem apenas um “bônus”, em meio aos principais “personagens” da exposição - carros de passeio e utilitários - os escassos bólidos das escuderias de Fórmula-1 presentes em alguns estandes são relegados à exposição fria dos carros, em plena semana do Grande Prêmio Brasil, última e decisiva etapa do campeonato mundial, em jogo entre o ferrarista brasileiro Felipe Massa e o inglês Lewis Hamilton, da Mclaren.
No entanto, as equipes, curiosamente - apesar da montagem de estande italiano na exposição e apresentação de produtos da Mercedes Benz, fornecedora de motores para o time inglês, não expõem os monopostos envolvidos na disputa do título neste final de semana em Interlagos.
A categoria ganhou maior destaque na exposição apenas na quarta-feira, dia que marcou a abertura oficial do salão, com a presença de Felipe Massa no estande de sua escuderia, que abrigou entrevista coletiva separada das demais montadoras fixadas no Anhembi, apresentadas à imprensa em eventos restritos no início da semana.
Os fãs de Fórmula-1 que visitarem o Salão do Automóvel poderão ver de perto os carros da Toyota, Renault, BMW e Honda. Entre os bólidos de competição, a Peugeot também exibe o seu modelo campeão da Série Le Mans, em 2007.
O pouco brilho com que foram apresentados os Fórmula-1, em comparação aos veículos lançados ao mercado e “carros-conceito” da exposição, ocorrem, justamente, numa época em que a maior categoria do automobilismo é alvo de um sem par de restrições tecnológicas.
Empobrecimento
A retirada de recursos eletrônicos é bandeira defendida em nome da “competitividade”, o que, na opinião do jornalista especializado Cláudio Carsughi, da rádio Jovem Pan, de São Paulo, que percorreu os estandes nos dois dias reservados aos jornalistas, significa um “empobrecimento” tecnológico da categoria, em comparação até mesmo a veículos disponíveis no mercado. “Hoje em dia, um Fórmula-1 tem menos recursos do que carros ‘comuns’”, observa o jornalista especializado Cláudio Carsghi, durante sua participação no programa “Arena”, do canal Sportv, nesta semana.