Você já pensou em ser coveiro ou agente funerário? Muita gente não aceitaria o cargo nem pelo melhor salário do mercado. Mas as profissões ligado ao mercado funerário são muito grandes. Hoje um pouco fora de moda, muitos maquiadores ganharam a vida tentando dar um ar mais agradável a fisionomia de defuntos para os longos velórios.
Além dos chamados “empregos diretos” que geralmente têm contato com os defuntos, o ramo garante o emprego de muita gente por meio da venda de flores, limpeza de túmulos e jazigos, jardineiros que cuidam da aparência dos cemitérios, principalmente os particulares.
José Donizeti Crisóstimo, proprietário de uma funerária na cidade, conta que seu primeiro contato com esse mercado foi complicado. “Fui buscar os corpos de duas pessoas que haviam falecido, vítimas de uma grave acidente na estrada. No local a situação encontrada foi triste, tive identificar e juntar que parte pertencia a quem. Foi talvez o trabalho mais complicado nesses 10 anos de trabalho”, conta.
Vlademir Dias, jardineiro que presta serviço em cemitério da cidade, conta que não se incomoda nenhum pouco em trabalhar dentro de um cemitério. “Minha função é cuidar da flores e da beleza do local, nunca penso que abaixo de mim tem o corpo de alguém sepultado”, garante.
Gisele Fernando Prado trabalha em uma floricultura da cidade e conta que sua função é montar coroas de flores para os velórios. “Chego a montar quatro, cinco quantos for necessário. No começo era estranho, mas hoje já virou rotina”, garante.
Outra profissão bastante interessante é de quem trabalha em empresas que fabricam urnas funerárias. As urnas utilizadas são todas produzidas na região e mais sofisticadas vêm do Paraná.