Turismo

Badalação baiana

Por Eliane Barbosa | AE
| Tempo de leitura: 3 min

Tudo é gratificante e colorido em Arraial: de dia ou de noite. De dia, a dica é curtir suas lindas praias, mergulhar, passear pelos manguezais, fotografar as casinhas coloridas, a praça da Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda.

No final da tarde, passeios pela rua do Mucugê, pela Flamboyant, pelo Beco das Cores e “Broaduei”, escrita assim mesmo, numa alusão à Broadway americana porque ali cintilam estrelas da TV e do cinema.

As lojas do centro da vila só abrem depois das 17h, oferecendo uma infinidade de artigos que passam por bijuterias finas, jóias com pedras brasileiras, roupas transadas e objetos de decoração. Em meio a esse comércio variado, requintado, funcionam creperias, cafés, lanchonetes, pizzarias, lares e restaurantes.

Tudo a favor do visitante, que pode, depois ou antes de tomar um chope ou uma cachaçinha maneira, fazer tatuagem, comprar peças legais ou simplesmente interagir com moradores e visitantes. As réplicas das casinhas coloridas - muitas com eira e beira -, as lanternas e os abajures são irresistíveis para quem quer levar lembranças para a casa. Cada cantinho é especial. Reserva surpresas e artesanato original, criativo.

A luz ocupa capítulo à parte. Não é aquela que nós paulistas nos acostumamos, de mercúrio ou sódio. É suave, como a de lanterna, iluminando na medida certa e oferecendo um clima intimista para quem quer mais é curtir tudo de bom que o lugar oferece.

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É hora de mergulhar

Em 1980, o navio Castor passava pelas proximidades de Cabrália, no sul da Bahia, quando encalhou. Acabou afundando e hoje é um dos principais pontos de mergulho da região. A 16 metros de profundidade, a embarcação tem algumas partes expostas, que servem de poleiro para aves como atobás e gravinas.

Esse é o sinal de que a alimentação é farta: corais, algas, gorgônias e peixes, que transformaram o velho navio em lar. Quem nunca se aventurou no mundo submerso precisa fazer antes um treino na piscina e assistir a um vídeo para se familiarizar com as formas que habitam o local.

Outro ponto repleto de vida é Recife de Fora, parque nacional marinho com 17,5 quilômetros quadrados e profundidade média de 6 metros. Pode-se observar o local munido apenas de snorkel e pés-de-pato.

O passeio está entre os mais populares da região. Todos os dias, escunas com dezenas de turistas partem rumo às piscinas naturais. A maioria caminha sobre o local - numa área, hoje, limitada. Mas já se forma um movimento para proibir a prática, que impede o nascimento de novos corais. A idéia seria fazer apenas flutuação, e deixar a fauna local se recompor.

Desde 2004, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) montou o Projeto Coral Vivo, que estuda a reprodução dos corais em áreas degradadas. A base fica no Arraial D’Ajuda Eco Park e é aberta à visitação. O parque aquático tem uma série de atrações para descarregar a adrenalina. E não são apenas os tobogãs.

A tirolesa de 145 metros de extensão é obrigatória. A base fica a 22 metros do chão, mas a impressão depois de subir a imensa escadaria é a de que se está a uma altura muito maior. A perna pode até tremer, mas não volte atrás: assim que decolar, vai perceber que fez a coisa certa.

O Eco Park conta também com rapel, parede de escalada e arvorismo. O preço da entrada (R$ 49,00 por pessoa) dá direito às atividades.

• Serviço

Porto Dive: (73) 9985-6282, com mergulho a R$ 180,00 (batismo); Arraial D’Ajuda Eco Park: (73) 3575-8600.

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