Triste realidade. O JC de 12.11.2008, na página 4, traz reportagem sobre empreendedor que busca aval do Legislativo para construir prédios em floresta urbana, mais precisamente, no Parque Água Comprida, próxima do câmpus da Unesp e da avenida Nações Unidas. Que seja uma parcela da mata destruída, nela construindo arranha-céus, os que nele vierem a residir pensar estarem envoltos da mata fresca e linda estarão equivocados, pois a conseqüência do desmatamento todos sofrerão, ricos e pobres.
Do restaurante do Supermercado Confiança Flex é possível observar, a cada dia, as árvores sendo decepadas sem piedade. No lugar, empipocam casas das mais luxuosas. Quiçá os moradores se orgulham estar residindo no lugar nobre, no meio da mata fresca. Para os que enxergam a impiedade, rasgam o coração, pouco ou nada a fazer senão acreditar no poder dos nossos representantes legais a defender, ainda em tempo, essa mata sem defesa própria.
A mata formada naquela região do Córrego Água Comprida é o coração de Bauru. O Rodrigo Agostinho prevê para o futuro não muito distante a importância que trará para o município não só para amenizar a poluição, mas, principalmente, em transformar a área florestada num parque público, onde todos podem ter acesso para o lazer e descanso merecido. Aos proprietários e empreendedores, antes de querer erguer arranha-céus desmatando o que é de mais valioso para a vida terrestre, pensem na abrangência do bem-estar da comunidade como um todo. Juntem-se ao Rodrigo na luta pela preservação do meio ambiente e na grandiosa obra que pode oferecer para Bauru.
A cidade de Campinas tomou para si uma vasta área florestada e transformou em Parque Taquaral graças aos corajosos defensores do bem-estar da comunidade. Acredito, e muito, que o espírito dos legisladores bauruenses irá aderir ao Rodrigo Agostinho e, juntos, proteger a nossa Bauru.
Shigueko Sakai - RG 7.636.385-5