Tribuna do Leitor

Ampliação do calçadão


| Tempo de leitura: 2 min

O Calçadão de Bauru tem início na rua Monsenhor Claro e termina na rua Antonio Alves, abrangendo desde a quadra 2 à quadra 8 da rua Batista de Carvalho. Bastante acanhado, não atinge a sua finalidade precípua “calçadão” considerando que o comércio existente poderia se tornar mais vibrante e muito mais dinâmico, com movimentação de pedestres além da expectativa, se sua abrangência atingisse uma área maior.

Os maiores inconvenientes, bastante indesejáveis aliás, são as ruas transversais, que funcionam como artérias viárias, com grande fluxo de tráfego, cortando o Calçadão, inibindo ainda mais a real destinação desse espaço, isto porque a rua Batista de Carvalho tem seu passeio central estreito.

Uma medida bastante aceitável deveria ser adotada pelo poder público, proibindo-se a circulação de veículos por vias que cortem o Calçadão, desde que a Associação Comercial de Bauru, através de seus associados, os lojistas da rua Batista de Carvalho e das ruas transversais, entre a rua 1º de Agosto e até a avenida Rodrigues Alves, venham optar para essa mudança, integrando-se todos ao sistema de Calçadão.

O tráfego seria determinado pela Emdurb, de cima para baixo, pelas ruas 1º de Agosto, Ezequiel Ramos e Presidente Kennedy. A avenida Rodrigues Alves continuaria com o mesmo sistema viário. Ruas acima da avenida Rodrigues Alves e até a rua 15 de Novembro teriam circulação no sentido para a rua Araújo Leite, oposto à rua 1º de Agosto e outras, abaixo. Com o término do viaduto sobre o pátio ferroviário, que certamente será autorizado seu término, a circulação de veículos na área central sofreria uma maior redução, viabilizando-se a continuidade da sistemática sugerida, beneficiando, certamente, o tráfego de veículos junto das áreas de maior saturação.

Dessa forma, todo o comércio central, concentrado nas transversais, entre a 1º de Agosto e a avenida Rodrigues Alves, seria beneficiado, integrando-se ao “calçadão” já existente. Nas confluências das ruas e também nas extremidades das transversais como Calçadão, junto à rua 1º de Agosto e avenida Rodrigues Alves, seriam construídos pela municipalidade ou através da própria Associação dos Lojistas, quiosques de concreto e alvenaria, para serem alugados através (pelo município ou pela associação) para servirem como bares, cafés, sorveterias, etc, com sanitários em alvenaria em suas proximidades.

O piso do Calçadão receberia um tratamento uniformizado, sem as inconveniências de pisos baixos e altos (calçada e pista rolante de veículos), colocando-se vasos e floreiras de concreto, além de algumas palmeiras imperiais na parte central. Bancos, também em concreto, sob coberturas com plantas vivas (trepadeiras, etc), seriam construídos, além de se adotar uma iluminação diferente, com a colocação de globos com 35 a 40 centímetros de diâmetro, sustentados por postes de ferro, de aproximadamente 3 metros de altura, na parte central do canteiro. O projeto final poderia ser elaborado pelo arquiteto-vereador Jurandyr Bueno Filho, pessoa de incontestável projeção e credibilidade comprovada no mundo da arquitetura.

Vivaldo Pitta

Comentários

Comentários