Polícia

Adolescentes são pegos após pichar

Por Tisa Moraes | Com Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

Dois adolescentes foram detidos na manhã de ontem acusados de pichar a escola estadual Professor José Aparecido Guedes de Azevedo, localizada no Jardim Bela Vista. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), os rapazes, um de 17 anos e outro de 14 anos, picharam todas as paredes do pátio e os corredores que dão acesso às salas de aula da instituição de ensino, durante a madrugada.

Para ter acesso à escola, eles arrombaram o portão lateral. Também furtaram dois relógios de parede e danificaram um vaso de concreto do colégio. Os nomes dos envolvidos não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A PM chegou até ambos através da própria pichação, que trazia as letras iniciais dos nomes das namoradas dos acusados. As garotas, alunas do segundo ano do ensino médio da escola, foram identificadas e apontaram quem seriam os responsáveis pelos rabiscos. Na mochila de uma delas, a polícia encontrou uma lata de spray amarelo, que foi apreendido, embora não tivesse sido utilizado no ato de vandalismo dos adolescentes.

Por volta das 10h30, ambos foram abordados pela viatura policial e, questionados a respeito do ocorrido, teriam confessado a autoria do crime. Eles foram encaminhados até a Delegacia da Infância e Juventude (Diju), onde foi lavrado boletim de ocorrência.

Na última terça-feira, o mais velho da dupla já havia sido flagrado com material de pichação. Após o registro da ocorrência, ele foi dispensado. Sua mãe acompanhou o trabalho da polícia e não quis conceder entrevista ao JC.

Após ser abordada pela reportagem, indagou apenas “falar o quê?” e acrescentou que não educara o filho para tal fim. Os dois adolescentes também não falaram com a imprensa. De acordo com o titular da Diju, José Dorneles Costa, os rapazes ainda serão ouvidos pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, que definirá qual punição será aplicada.

Por coincidência, na mesma madrugada o pai de uma das alunas que foram ‘homenageadas’ com a pichação também foi vítima de ato de vandalismo. Ele, que é proprietário de um bar localizado no Jardim Petrópolis, teve as paredes do estabelecimento completamente pichadas com inscrições “Bar do X9”, “É nóis” e o desenho de uma folha de maconha ao lado da palavra “Use”.

Os rabiscos foram assinados com as iniciais G.L. e B.N. Por esse motivo, o proprietário afirma já suspeitar sobre quem seriam os autores do crime. “Não teve nada a ver com a pichação feita na escola. Isso é coisa de gente querendo me intimidar”, disse, sem dar maiores detalhes do que teria motivado a ação dos vândalos.

Quando questionado sobre a relação amorosa da filha com um pichador, ele se mostrou mais preocupado. “A minha filha tem tudo, tênis e roupa da moda, e esse menino (namorado) apronta uma barbaridade dessa na escola. Não queria ver minha filha envolvida com uma coisa dessas”, diz, inconformado.

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Novo delegado assistente

Após mais de um ano atuando à frente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Abel Cortez assumiu, ontem, o cargo de delegado assistente da Delegacia Seccional de Bauru. Entre as atribuições da nova função está a de estreitar os laços da Polícia Civil com a imprensa.

“Será um trabalho de relações públicas junto com os veículos de comunicação. Vamos fazer o meio de campo para estarmos sempre juntos de vocês (imprensa), transmitindo as informações que são importantes para a população”, salienta.

O remanejamento do delegado foi publicado no último sábado no Diário Oficial do Estado. Assim como Cortez, outros sete delegados de Bauru também mudaram de função, conforme determinação do novo delegado seccional, José Henrique Gomes dos Santos, que está há um mês no cargo. Conforme o JC divulgou, Santos justificou as trocas porque queria ajustar cada função ao perfil de cada delegado, garantindo, assim, maior eficiência e qualidade na prestação de serviços.

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