De acordo com o filósofo Luc Ferry, vivemos numa época em que os pais “nunca amaram tanto seus próprios filhos”. Será? O mesmo filósofo afirma que na Idade Média, a morte de uma criança era menos importante que a perda de um cavalo. Até o século 18, cerca de 30% das crianças eram abandonadas à própria sorte.
O que vemos e ouvimos hoje em dia é muito diferente daquilo que acontecia no passado? Mães e pais que jogam seus filhos recém-nascidos no lixo, outros os acorrentam, abusam física e sexualmente das crianças ou ainda as espancam até a morte.
Essas e outras atrocidades praticadas significam mesmo “amar os filhos”? Onde está o respeito, a dignidade e o cuidado que devemos ter com as crianças? Que tipo de adultos elas se tornarão no futuro? O abuso, a negligência e os maus-tratos causam efeitos profundamente negativos na vida de uma criança, afetando diretamente seu desenvolvimento. Pesquisas mostram que os pais que maltratam seus filhos são indivíduos egocêntricos e imaturos, que não têm discernimento sobre suas responsabilidades como cuidadores.
Dar à criança a devida repreensão não significa espancá-la, muito menos abusar ou maltratá-la. Está na hora de refletir sobre o problema! Precisamos denunciá-los às autoridades competentes (Conselho Tutelar) já que as crianças não podem fazer isso por si mesmas. Afinal, as crianças merecem respeito!
Mara A. R. Almeida