Tribuna do Leitor

Pichação em Cingapura


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Um adolescente norte-americano quis inaugurar em Cingapura as pichações que costumeiramente fazia em seu país. Preso em flagrante, foi condenado a quatro meses de cadeia e quatro varadas executadas em praça pública.

O delinqüente, inteiramente nu, as recebe certeiramente nas orelhas, costas e nádegas. A vara mede dois metros de comprimento e é de bambu tratado. Produz dores lancinantes, pois remove a pele. Todos que sofreram esse castigo, bem como o norte-americano, defecaram ao primeiro golpe recebido.

Na reincidência, segundo a lei islâmica, o delinqüente recebe oito varadas e seus pais poderão sofrer a mesma penalidade se comprovadamente negligenciaram.

Como lá não há notícia de reincidentes, seria de se perguntar: excluindo o castigo físico, que é inaceitável no mundo ocidental, vez que fere a “dignidade do ser humano”, o que fazer para inibir os vândalos e pichadores porcalhões que, acintosamente, riem das nossas autoridades? Urge uma solução para esse problema que está nos infernizando!

Amaury Barros

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