Você já entrou em uma loja ou empresa onde a maior parte ou totalidade dos funcionários é formada por mulheres? A idéia parece estranha, mas essa é uma prática que cada vez mais ganha força.
Gislaine Milena Casula Magrini, analista de recursos humanos em uma empresa de Bauru, conta que existem empresas que abrem vagas que tanto poderiam ser preenchidas por homens quanto por mulheres, mas colocam como exigência que sejam ocupadas pelo sexo feminino.
O exemplo está na própria empresa onde Magrini trabalha, ali todas são mulheres. Ela explica que não é nenhum tipo de preconceito contra os homens, mas que numa empresa de recursos humanos os funcionários vêm todos da área de psicologia, onde o público feminino é maioria.
Onde elas não são a totalidade, são a maioria. Na área de serviços de saúde, por exemplo, é difícil encontrar homens que atendem nos consultórios. O comércio é outro exemplo típico onde a força feminina exerce total controle. “A sensibilidade do sexo feminino tem aberto espaços em áreas antes dominada pelo público feminino”, afirma Magrini.
Uma farmácia de manipulação de medicamentos localizada na avenida Duque de Caxias é um exemplo de empresa que dá preferência para o público feminino. De acordo com Heloísa Brannwarte de Andrade Ventrilho, sócia-proprietária do estabelecimento, a opção por contratar apenas mulheres para a equipe tem explicação.
“Nossas instalações internas são projetadas para o público feminino. Somos hoje 20 funcionárias e desde o início optamos por direcionar as contratações para a figura feminina”, conta. Ainda de acordo com Ventrilho, o comprometimento das mulheres com o trabalho também pesou na decisão. “As mulheres são mais precisas em suas atitudes e mais dedicadas”, complementa.