Internacional

Confrontos na Grécia entram no 5º dia

Folhapress
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Atenas - Cerca de 200 jovens jogaram pedras e outros objetos contra policiais nas proximidades do Parlamento grego, em Atenas, no quinto dia consecutivo de violentos protestos. A onda de manifestações começou após a morte de um adolescente baleado por um policial no sábado, na periferia da capital.

Os manifestantes se dividiram entre o Parlamento e a Universidade de Atenas, que ficam a uma distância de cerca de 500 metros, atacando as forças de segurança que já estavam preparadas para os confrontos e usaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar os jovens.

Prisão

Um juiz de Atenas decretou ontem a prisão preventiva dos dois policiais envolvidos na morte do adolescente. Epaminontas Korkoneas, autor dos disparos, e seu parceiro Vasilis Saraliotis, acusados de homicídio doloso e cumplicidade, respectivamente, permanecerão sob custódia até serem julgados pela morte do adolescente.

A decisão foi tomada depois que os advogados de defesa dos policiais afirmaram ontem que os primeiros dados da investigação indicam que a bala que matou o adolescente ricocheteou antes de atingir seu coração.

Greve

Aos distúrbios de ontem se somaram milhares de trabalhadores em uma greve geral de 24 horas que fechou escolas, aeroportos, bancos e paralisou o transporte público. Os trabalhadores foram convocados para a manifestação pelos dois principais sindicatos gregos, Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE) e a Federação de Funcionários (ADEDY), que representam mais de 2 milhões de pessoas e protestaram contra a má situação econômica e a favor de mais justiça social.

As duas manifestações reuniram cerca de 15 mil pessoas no centro de Atenas e aumentaram a pressão sobre o conservador primeiro-ministro, Costas Caramanlis, que havia pedido a suspensão da greve diante da onda de violência. O grupo mais importante, formado por estudantes e professores, se concentrou na praça central de Syntagma, onde se encontra o Parlamento grego, exibindo cartazes que pedem a renúncia de Caramanlis e chamam o governo de “Estado assassino”.

Centenas de militantes da Frente Comunista Sindical (PAME) se congregaram por ocasião da greve geral e realizaram uma outra manifestação diante da sede do ministério do Trabalho.

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