Lendo uma reportagem na Revista da Folha (7/12/2008) sobre o resgate da cachorrinha de nome Melk que foi salva pelo helicóptero do Corpo de Bombeiro e pela obstinação de sua dona, a menina Morgana, em Ilhota (SC), vieram-me as seguintes indagações. A Leishmaniose Visceral Canina é transmitida aos cães e ao homem pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) e é altamente fatal. Sabemos que ela dizima em nossa região (Bauru, Agudos, e outras cidades em torno) diversos cães e muitas vezes os donos desses cães. Todo ano é a mesma história; o veterinário contratado pela prefeitura passa nas residências ao redor do lugar em que foi detectado um caso de contaminação e pede para tirar o sangue do (s) cachorro (s) para fazer análise. Até aqui tudo se encaixa, mas continuo a perguntar: Quando que sai o resultado desses exames? Resposta da veterinária demora quatro meses? A Vigilância Sanitária ou setor de vetores possui verba para fazer a prevenção desse mosquito? Quem libera ou liberou essa verba?
A verba gasta com os exames realizados e com os funcionários pagos pela prefeitura não daria para comprar e doar as coleiras que possuem repelentes aos moradores da cidade que possuem animais de estimação? O próprio nome indica a função dos agentes de saúde, “vigilantes”, mas desse jeito que está sendo feito o tratamento dessa possível infestação de mosquito-palha só vem confirmar que não existe prevenção adequada, que nossos queridos animaizinhos terão que ser sacrificados e que nós, o povo, mais uma vez iremos pagar a “conta”. Que ótimo seria ter diversas Morganas em nossa sociedade.
Maria Angélica Silveira Bibar