Regional

Franceschi nega compra de votos

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O prefeito eleito de Jaú, Osvaldo Franceschi Junior (PV), afirmou ontem ao JC que não houve irregularidades durante a campanha eleitoral do partido dele e que não há consistência nas acusações de compra de votos levantadas pela coligação adversária. Na última segunda-feira, os coligados da “Nova Atitude, o Futuro é agora” protocolaram na Justiça Eleitoral o pedido de cassação do registro de Franceschi.

Sem ter tomado ciência do conteúdo completo da representação contra ele, Franceschi disse que as denúncias de captação de sufrágio não possuem sustentação. “Não fiz cirurgias para ninguém nas situações citadas. São manifestações infundadas. Não fizemos absolutamente nada disso”, explica.

Franceschi destacou que os adversários têm buscado levantar problemas desde que a campanha eleitoral começou. “Tivemos problemas de injúrias, difamações e críticas diversas, mas fomos vitoriosos e não tivemos culpa”, relata.

O prefeito eleito contou que a cerimônia de diplomação aconteceu na última terça-feira e que, nesta sexta-feira, mais quatro nomes do secretariado devem ser anunciados.

Representação

O prefeito eleito é acusado pelo principal candidato adversário de ter se beneficiado de um esquema de compra de votos que envolveu dinheiro, distribuição de cadeira de roda e consulta médica.

Na representação foi anexado um bilhete que tem a palavra “Meu anjo”, apontado como código para que um médico ligado ao prefeito eleito fizesse a triagem e atendesse o eleitor.

Franceschi, que é médico, é acusado de fornecer consulta no próprio comitê de campanha. No papel consta o número do telefone de um assessor.

A coligação afirma na denúncia que uma eleitora beneficiada (no documento só consta Jacira) teria confirmado numa gravação de áudio que foi atendida no suposto esquema de corrupção eleitoral. O prefeito eleito também é acusado de ter feito cirurgia em troca de voto a uma eleitora do distrito de Potunduva. A coligação apresenta como indício uma gravação em vídeo que uma pessoa identificada por Raimundo afirma que a esposa foi operada a pedido do “Dr Osvaldo”. Outro caso citado é da doação de uma cadeira de rodas a um deficiente físico.

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