Tribuna do Leitor

Adeus, Flávio Pedroso


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Reloginho marcando...

Quando eu era criança, mamãe ligava o rádio e enquanto ela cuidava dos deveres de casa nós brincávamos no quintal, eram muitas brincadeiras ao som do seu lindo programa na época...

Sempre prestei atenção nos programas de rádio, nos locutores, nas músicas.

Quando você, Flávio Pedroso, tocava as músicas que eu gostava, mamãe aumentava o volume do rádio, aí nossas brincadeiras, eu e meus irmãos, virava festa.

Pulávamos, brincávamos, corríamos, era uma festa geral. Todos os dias, no horário do seu programa, era muita alegria em casa, nos divertíamos e era tudo saudável.

Sempre te admirei, desde criança, você valorizava sua locução.

Cresci, deixei as brincadeiras e enfrentei o mundo real. Deixei de ser criança precocemente... Tive a oportunidade de lhe conhecer, tive bons contatos com sua filha Claudinha e seu filho Eduardo.

Você era uma pessoa sorridente, lembro quando lhe conheci, você ainda fazia rádio, eu, pré-adolescente, conheci o lado real do rádio, e pelo rádio foi amor à primeira vista.

Me identifiquei com o rádio, isso fez despertar uma loucura assídua pelo rádio.

Participei muito do seu programa, você e sua esposa Sônia, sempre simpáticos comigo.

Te admiro muito profissionalmente, seu carisma e potencial, enquanto você esteve no rádio. Você foi único, admirado por muitos e teve boas experiências profissionais, experiências para serem assimiladas profissionalmente.

Perdemos um grande comunicador, a voz de Bauru, enfim, você mereceu todos os títulos que um bauruense (adotado) merecia tê-lo.

E posso dizer que “perdi” um grande amigo de profissão.

Lembro-me sempre, quando eu era criança ouvia você falar no rádio: “reloginho marcando”...

Lú de Oliveira - radialista

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