Polícia

Crime organizado pode explicar assalto

Da Redação
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O crime organizado foi aventado, no meio civil e policial, como responsável pelo audacioso roubo praticado no condomínio Shangri-Lá. O objetivo seria o de levantar recursos para o “partido” que, possivelmente, estaria planejando uma grande ação nos moldes das praticadas em 2006.

A explosão da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) em Botucatu, no mês passado, também seria resultado desse “trabalho”. Nas duas ocasiões, o crime organizado teria contado com informações privilegiadas. Com base nelas, teria planejado as ações. No caso de Bauru, a hipótese aventada é de que tenham “terceirizado” a ação final com homens da própria cidade. A orientação, no entanto, viria de fora.

Para não chamar a atenção em municípios de grande e médio porte, estariam sediados em cidades pequenas. Nessas localidades, teriam mais facilidade em estabelecer outros negócios, lícitos. Seriam proprietários de bares, restaurantes, estabelecimentos comerciais, teriam até envolvimento em clubes.

A idéia, atualmente, seria a de não chamar a atenção, nem de iniciar qualquer confronto com a polícia. Por essa razão, mesmo no meio policial, há quem acredite que a explosão da Dise em Botucatu não tenha qualquer relação com o crime organizado - que atualmente “foge de holofotes”. Por conta da repercussão dos atentados de 2006, perdeu homens e patrimônio. Não à toa, o clima nas unidades prisionais de Bauru é de aparente tranqüilidade.

Semi-aberto

Atualmente, os presídios do semi-aberto são regidas pelo “partido”, situação oposta ao do período em que vigorava o regime fechado. Na época, membros da facção eram rejeitados pelos próprios presos. Menos importantes da escala hierárquica da facção, hoje a presença deles também traria alguns problemas para a cidade no campo policial. A informação, porém, divide opiniões. Se por uma lado tem quem garanta aumento na incidência de crimes após a mudança de regime, tem também quem não atribua a eles.

Quem adota tal posicionamento ressalta que a maioria dos flagrantes de furto e roubo envolve pessoas sem nenhuma relação com as penitenciárias 1 e 2 e o Instituto Penal Agrícola (IPA). Ainda no meio policial há quem aposte que o roubo praticado no condomínio fechado sido organizado em Bauru mesmo, por ladrões experientes no assunto, mas sem qualquer ligação com facção criminosa. Defende a idéia justamente por acreditar que a tendência do “partido”, neste período, é a de não chamar atenção.

Todos concordam, no entanto, que a ação da facção criminosa depende da “compra” de autoridades de diversas áreas, conduta que seria praticada “historicamente”.

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