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Verão será de calor e chuva, mas sem fenômenos climáticos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Amanhã, exatamente às 10h04, começa o verão no Hemisfério Sul. Em Bauru, a previsão é de estação quente e chuvosa. Porém, nada de El Niño ou La Niña. Centros de estudos meteorológicos afirmam que o verão 2008-2009 não sofrerá influência de nenhum fenômeno climático. As temperaturas previstas são entre normais para a estação e acima da média, que é de 29 graus. Já a previsão é de chuva normal para o período, o que em Bauru significa muita água durante a estação.

De acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no verão os dias são mais compridos que as noites. Amanhã, primeiro dia da estação, também acontece o solstício de dezembro – o dia com maior duração do ano.

No verão costumam ocorrer mudanças rápidas nas condições do tempo, o que provocam chuvas de curta duração e forte intensidade, principalmente no período da tarde. Isso acontece devido ao aumento da temperatura do ar do continente. Essas chuvas costumam vir acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento.

Os meteorologistas explicam que as chuvas podem estar associadas à passagem de sistemas frontais e à formação do sistema meteorológico conhecido por Zona de Convergência do Atlântico Sul, que tem como principal característica a ocorrência de chuvas por vários dias, resultando em enchentes e deslizamentos de terra.

Cláudia Prestes, meteorologista da equipe de clima do CPTEC, informa que para Bauru a expectativa é de chuva dentro da média. O que, mesmo sem interferência de fenômenos climáticos, já é bastante. Em janeiro deste ano a precipitação acumulada foi de 213 milímetros, a mesma quantidade da soma do registrado em maio, junho, julho, agosto e setembro deste ano juntos. “Vai chover mesmo. A previsão que fizemos é de meses com mudanças rápidas na temperatura, com tardes quentes e chuvas na seqüência”, afirma.

Álvaro de Brito, representante da Defesa Civil do Estado, lembra que o regime de chuvas em Bauru costuma ser cíclico. “Tardes quentes, com fortes pancadas de chuva, que também podem acontecer durante a madrugada. Principalmente nos finais de semana, coincidindo com as chegadas de frentes frias”, analisa.

Enchentes

Brito avalia que mesmo sem a intervenção de fenômenos como o El Niño - aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que no Brasil provoca alteração no volume de precipitação -, a quantidade de chuva nesta época em Bauru é muito grande. “Aqui, a normalidade da estação é muita água. E mesmo dentro da média, causa muito estrago. Com as chuvas fortes da estação, os pontos de alagamento continuarão a aparecer na cidade”, pondera.

Mas nada ainda que lembre a enchente devastadora que atingiu Bauru em fevereiro de 2001. Três pessoas morreram após uma tempestade provocar inundações, principalmente na região da avenida Alfredo Maia. Porém, Brito alerta que a cidade ainda corre riscos de enchentes. “As obras executadas não foram na quantidade e velocidade necessárias”, afirma.

Ele também alerta sobre os cuidados que as pessoas devem tomar ao se deparar com uma situação de enchente, como não enfrentar pontos alagados, sempre ter um caminho alternativo para ir ao trabalho, escola e supermercado.

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