Tribuna do Leitor

Apenas um balde com água


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Ela e eu labutávamos (juntamente com muitas outras formiguinhas operárias) no prédio da rua Quintino Bocaiúva, 5-45, para manter o conceito da Divisão Regional de Saúde de Bauru como uma das melhores do Estado. Na repartição, perto do relógio de ponto, havia um quadro de avisos. Num dia de 1978, ela deixou uma mensagem naquele quadro.

O mar, utilizando como uma alegoria, representava todos os seres humanos. Cada ser humano, isoladamente, era a água do mar contida dentro de um balde. Tirando-se um balde de água do mar, o vazio momentâneo era invadido pelo resto da água ao redor. Ninguém era insubstituível. Todos os seres humanos ocupavam espaço igual no mar da vida.

Os que se julgavam superiores aos outros, com arrogância, também eram substituíveis. Nunca deveríamos subestimar qualquer ser humano. Ela fazia um convite à reflexão. Que fôssemos todos simples nos gestos e no modo de falar. Maria Benedita Cury era mãe de Luiz Cury Júnior, um ex-aluno meu e atual funcionário do Jornal da Cidade.

Gilberto Sidney Vieira

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