O motorista André Vitor Zavalone Carlos, 21 anos, perdeu a direção do Fiesta placas DNW 9559, de Bauru, e entrou em uma construção no cruzamento da rua João Zambonato com avenida Nossa Senhora de Fátima, ontem. O choque derrubou parte do alojamento, onde duas pessoas dormiam.
O veículo trafegava pela avenida Nossa Senhora de Fátima, sentido Jardim Europa. Cerca de 50 metros antes do local, o condutor perdeu o controle e tentou frear, mas não conseguiu e colidiu contra a construção. O carro ficou entre um poste de sinalização e os tapumes da obra.
O motorista sofreu ferimentos leves em um dos dedos. Os funcionários da obra que dormiam no local, Davi Pereira dos Santos e Gilmar Ferreira da Silva, não sofreram ferimentos, mas confessaram que o susto foi grande. “Nós estávamos dormindo quando o carro derrubou parte do alojamento. Ficamos assustados porque não sabíamos o que estava acontecendo.”
O caso foi encaminhado para o Plantão Policial da Delegacia Seccional, onde o delegado Carlos Ricardo Marioto requisitou o exame do bafômetro, por suspeitar de embriaguês do motorista. Diante da recusa de Zavalone Carlos a se submeter ao exame, um médico legista foi chamado para avaliar o estado físico do condutor.
Exame clínico
Engana-se quem pensa que o exame clínico para verificar a embriaguês é menos preciso do que o do bafômetro. Para o médico legista Alberto Briani, o exame clínico não diz o quanto a pessoa tem de álcool no sangue, mas verifica se aquela quantidade de álcool a torna embriagada ou não e, conseqüentemente, se ela está apta a conduzir um veículo.
Na opinião do legista, o exame clínico revela um conjunto de itens que detectam a real situação. “A embriaguês não é exclusiva do álcool etílico, ela também é relativa a outras substâncias químicas que, no teste do bafômetro ou da dosagem alcóolica, daria negativo.”
No entender de Briani, com o exame clínico, é possível constatar se a pessoa está sob efeito de substâncias entorpecentes. “Maconha ou barbitúricos, por exemplo, que podem causar o mesmo estado de embriaguês e tornar a pessoa inapta a conduzir um veículo”, explica. Ele frisa que são analisados alguns aspectos da pessoa. “Como ela anda, conversa, se expressa, a posição dos olhos, a memória, o raciocínio, o equilíbrio, a freqüência cardíaca, o hálito e tantos outros aspectos. O resultado é imediato e fornece a real situação.”