Regional

Botucatu deve zerar fila para córnea

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O diretor do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Álvio Shiguematsu, afirma que cresceu o número de transplantes de córneas na região de Botucatu.

A fila de espera deve ser eliminada já no primeiro semestre de 2009. Um dos principais fatores que têm ajudado é o recebimento de córneas vindas de outras regiões, onde estão sobrando, porque os transplantes deixarão de acontecer devido ao recesso.

Segundo Shiguematsu, o Banco de Olhos do HC já recebeu 50 córneas vindas de outras regiões e mais delas deveriam chegar nos últimos dias. Ele aponta que esse encaminhamento tem sido feito porque a captação pelos bancos de outras regiões tem ocorrido. Diante disso, a quantidade de pacientes inativos é reduzida nesta época.

“São dois os fatores que fazem um paciente ser inativo para o transplante: não ter condições físicas de ser submetido à cirurgia ou pelo fato de a equipe médica que realizaria o procedimento estar com suas atividades suspensas”, explica o diretor do Banco de Olhos do HC.

As córneas têm sido enviadas pelos estoques de São Paulo - Capital e Sorocaba/Campinas. No primeiro, há 89 pacientes, mas apenas um ativo; e no segundo, 534 pacientes e nenhum ativo.

Em Botucatu, há 41 pessoas na fila aguardando por uma córnea. Já na cidade vizinha de Bauru, são 60.

A região de Botucatu, que também abrange o banco de olhos de Marília (com uma população aproximada de 3,4 milhões de pessoas) atualmente é a mais carente, segundo Álvio, no que diz respeito à captação de córneas. São 172 pacientes e 71 ativos, ou seja, em situação favorável a receber o tecido. Em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, há 140 pacientes e 15 estão ativos.

“Mas não quer dizer que a região de Botucatu não capta córneas, pelo contrário, somos o segundo do Estado em doações. O problema é que pela população ser menor, o volume ainda não é suficiente”, observa o médico. “Porém, estamos contando que até abril do ano que vem conseguiremos receber córneas de outras regiões, suficiente para zerar nossa fila, agilizar os transplantes e até enviar algumas córneas para outros Estados”, frisa.

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