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Déficit da Previdência será menor este ano

Folhapress
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Brasília - A Previdência Social deverá fechar o ano com déficit de R$ 36,5 bilhões (diferença entre despesas e arrecadação), ante previsão no início do ano de que seriam necessários R$ 44 bilhões para cobrir os pagamentos executados dentro do Regime Geral do sistema. A estimativa foi feita anteontem pelo secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o secretário, será o menor déficit desde 1995. Ele atribui o resultado à mudança do modelo de gestão adotado pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) para classificação do auxílio-doença, que em parte foi convertido em benefícios por incapacidade, cujo pagamento entra em outra rubrica.

Em entrevista, Schwarzer anunciou a arrecadação do mês de novembro, que foi de R$ 13,559 bilhões contra despesas de R$ 17,783 bilhões, o que resultou em saldo negativo de R$ 4,224 bilhões. Em outubro, foram arrecadados R$ 13,526 bilhões, e as despesas ficaram em R$ 15,443 bilhões, com déficit de R$ 1,9 bilhão.

As despesas aumentaram 120,4% no mês passado, em conseqüência do pagamento de parte da segunda parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas que ganham um salário mínimo por mês, o que anteriormente era feito na folha de dezembro.

Schwarzer destacou, no entanto, a queda da proporção de despesas da Previdência em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Em 2008, o montante dos pagamentos representará 1,25% do PIB, contra 1,75% registrados no ano passado.

A arrecadação líquida da Previdência até novembro deste ano ficou em R$ 143,65 bilhões, contra R$ 131,52 bilhões em 2007. As despesas em 2008 ficaram em R$ 182,46 bilhões contra R$ 176,24 bilhões no mesmo período do ano passado, quando o déficit ficou em R$ 44,7 bilhões.

O secretário afirmou que a arrecadação do Regime Geral da Previdência Social vem aumentando devido à criação de postos de trabalho - mais de 200 mil em outubro e 60 mil em novembro, de acordo com o Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados Caged, elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego).

Reforma tributária

Para ele, também contribuem para esse aumento medidas adotadas pelo governo que vêm permitindo o crescimento da formalização do trabalho de pessoas que atuam na economia informal. O secretário acredita ainda que a reforma tributária que está em discussão no Congresso Nacional também eleve o contingente de novos contribuintes da Previdência Social nos próximos anos.

Sobre as perspectivas para o próximo ano, Schwarzer disse que não está “deixando de dormir” por causa do cenário que determinados analistas desenham para a economia. “Mas, obviamente, acompanhamos tudo com cuidado. O Ministério da Fazenda vem tomando medidas para sustentar o crescimento econômico e manter o nível de emprego, o que é muito importante para a Previdência para olhar o futuro de médio prazo.”

Schwarzer não quis, entretanto, fazer previsões sobre o comportamento das contas no próximo ano, dizendo que é melhor esperar o que vai acontecer nos primeiros meses do ano.

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