Bangladesh - A centro-esquerdista Liga Awami (AL), secular e pró-Índia, teve uma vitória esmagadora na eleições de Bangladesh, que marcam a redemocratização do país após dois anos sob estado de emergência.
O resultado, contestado pela oposição, ainda não foi declarado oficial, mas tem amplo respaldo de observadores. “As eleições foram livres e justas’’, disse ontem Humayun Kabir, secretário da Comissão Eleitoral bengalesa. A afirmação é endossada pelos Estados Unidos e pela União Européia.
A ex-premiê Sheikh Hasina deve assumir o governo em cerca de duas semanas, caso se confirme o resultado. A aliança liderada pela AL elegeu 263 dos 300 parlamentares, segundo as apurações. Sozinha, a AL tem 229 cadeiras. Seu principal rival, o conservador moderado PNB (Partido Nacionalista de Bangladesh), tem 31. “Não aceitamos o resultado”, disse a ex-premiê Khaleda Zia, líder do PNB, que alega irregularidades em várias seções eleitorais.
Confrontos de rua entre simpatizantes dos dois principais partidos são freqüentes e analistas temem conflitos pós-eleitorais. Hasina afirmou a observadores da ONU, porém, que pretende cooperar com a oposição. Acusadas de corrupção e presas em 2007, sob gestão do governo provisório, ela e Zia foram libertadas para concorrer às eleições, por pressão de seus partidos.
Com 40% dos 144 milhões de bengaleses vivendo abaixo da linha de pobreza.