Política

Rodrigo cobrará equipe com metas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com base em metas e indicadores, os titulares de secretarias e autarquias de Bauru serão cobrados pelo prefeito empossado ontem, na Câmara Municipal, Rodrigo Agostinho (PMDB). Ao fazer uso da palavra após assinar o livro de posse junto com sua vice Estela Almagro (PT), ele disse que fará uma administração de resultado. Seu mandato vai até 2012.

“Cada um será cobrado. A população tem uma expectativa muito grande em relação à administração pública. São bairros inteiros que não têm infra-estrutura. Estamos hoje com uma situação muito ruim na saúde. Vamos trabalhar com metas e indicadores de desempenho, de eficiência. Queremos levantar números, estatísticas para fazer uma avaliação de resultados. Isso é muito utilizado em administração privada”, explicou o novo prefeito, em entrevista posteriormente concedida ao JC.

De acordo com ele, inicialmente serão utilizados indicadores oficiais. No entanto, outros locais serão criados a partir da implementação do Instituto de Planejamento, criado pela primeira vez no Plano Diretor de 1996 e, novamente, no do ano passado. “Basta agora implementá-lo. A idéia é aproveitar as estruturas existentes nas secretarias de Finanças, de Planejamento, de Obras. Juntar, trazer aos poucos profissionais de outras secretarias para rediscutir a cidade, repensá-la”, informou.

Caixa

Em seu discurso de posse, Rodrigo apontou como difíceis os últimos quatro anos por conta das dívidas herdadas. Admite que a opção política de seu antecessor, Tuga Angerami, de acertar as contas, o deixará mais confortável para investir no município. Mas não basta. “O orçamento de Bauru não é orçamento dos nossos. Para cidades desse porte, gira em torno dos R$ 400 milhões e o orçamento previsto é de R$ 349 milhões, que foi aprovado na lei orçamentária. A gente corre o risco muito grande de diminuir esse orçamento com a crise financeira”, ponderou.

Ao desconhecer seu impacto, o novo prefeito será cauteloso, embora tenha um saldo extra orçamentário e tenha a possibilidade de receber recursos do Estado e da União. “Temos vários compromissos que vamos honrar. Temos dívidas de R$ 42 milhões. Vamos pagar. É um dinheiro que poderíamos investir na cidade. As dívidas todas, com exceção da do Departamento de Água e Esgoto (DAE), foram parceladas”, afirmou em entrevista.

Dificuldade mesmo, disse ter enfrentado em 2008, especialmente durante a campanha. “Vou trabalhar bastante para não decepcionar a população. A cidade tem tudo para ser líder do Estado de São Paulo. A Câmara está com espírito renovado, vai fazer um trabalho bonito. Vamos trabalhar com ética e responsabilidade com os olhos no futuro”, disse em alguns trechos de seu discurso em que pregou a pacificação entre as instituições e poderes.

No entanto, pediu paciência à população, uma vez que a execução de projetos é mais lenta do que todos desejam. Depende de elaboração, aprovação e licitações, por exemplo. “Vamos reposicionar nossa cidade no mapa do Estado de São Paulo. Bauru é o coração de São Paulo. Fiquem com Deus”, concluiu sob aplausos.

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