São Paulo - O prefeito Gilberto Kassab (DEM) participou ontem de cerimônia na sede da Prefeitura de São Paulo em que foi empossado no cargo para o qual foi reeleito. Em seu discurso, de cerca de 20 minutos, Kassab pregou cautela na área financeira e não poupou elogios ao governador José Serra (PSDB), seu padrinho político.
Ao falar sobre a gestão que se inicia, Kassab citou a crise econômica internacional para falar da responsabilidade financeira que pretende levar adiante. “Decidimos manter nossos investimentos em áreas sociais, na educação, na saúde (...). Cortando, cautelarmente, os gastos nas outras áreas”, disse o prefeito.
Kassab também aproveitou para lembrar críticas que recebeu ao longo da campanha eleitoral deste ano para justificar o fato de ter “segurado” dinheiro em caixa durante o mandato atual. “Eles (adversários políticos) falavam como a cigarra da fábula de La Fontaine, debochando da formiga por se preocupar com o inverno. Fomos prudentes. Somos prudentes. Mas, não devemos atentar para a crise além do que manda a prudência”, disse o prefeito.
Serra, o único a discursar além de Kassab, também elogiou o seu antigo vice. “Esta reeleição consagrou a liderança jovem, muito mais do que promissora, porque já está fundamentada na experiência quase insuperável que é governar São Paulo com as dimensões de seus problemas, por dois anos e nove meses”, afirmou.
Ao citar ensinamentos do tucano, Kassab chamou Serra de “maestro”. “Como diz o nosso maestro José Serra, política é ampliar as fronteiras do possível”.
A cerimônia na sede da prefeitura também teve a presença de outros caciques políticos, como o ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM), os ex-governadores Orestes Quércia (PMDB) e Cláudio Lembo (DEM) e o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo a assessoria de Kassab, cerca de 2.500 pessoas acompanharam o evento, entre autoridades, convidados e o público que assistiu a cerimônia do lado de fora do edifício Matarazzo, sede da administração municipal. Um telão instalado na frente do prédio possibilitou que o público assistisse a cerimônia do viaduto do Chá. Mais cedo, o prefeito já havia assinado o termo de posse na Câmara Municipal de São Paulo.