Brasília - Sem o apoio oficial da maior parte dos partidos nem do Palácio do Planalto, os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI), que disputam a presidência da Câmara, trabalham juntos para reverter a vantagem do peemedebista Michel Temer (SP) - apontado como favorito e o nome escolhido pelo governo federal.
Desde cedo, Aldo e Ciro estão reunidos. Juntos, disparam telefonemas e agendam encontros com líderes de partidos políticos que estarão em Brasília neste período de recesso. Até o dia 31, os deputados e senadores estão de férias ou cumprindo o recesso legislativo, portanto fora de Brasília.
No encontro, os deputados reavaliaram o cenário e afirmam que o desenrolar da briga pela sucessão no Senado terá impacto direto na batalha pelo comando da Câmara. “O PT não vai abrir mão das duas Casas. Agora, o que não sabemos é se uma eventual traição dos petistas vai beneficiar a campanha do Aldo ou a minha”, afirmou o deputado do PP.
No Senado, até o momento, duas candidaturas foram lançadas: a do petista Tião Viana (AC) e de Garibaldi Alves (PMDB-RN), atual presidente, que tenta a reeleição. Na avaliação de Ciro, há grandes chances dos petistas retaliarem o PMDB na Câmara pela falta de apoio ao nome do partido no Senado, o que enfraqueceria Temer na briga pela sucessão do petista Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Outro assunto tratado por Ciro e Aldo é a sinalização do PDT em trocar o apoio ao candidato do PC do B por Temer. Anteontem, Temer disse que o ministro Carlos Lupi (Trabalho), uma das principais lideranças pedetistas, indicou que o PDT deverá ficar ao seu lado.