Geral

O que falam de você na Internet?

Por Luciana La Fortezza | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Você já se perguntou o que falam a seu respeito na Internet? Foi conferir? À quem sucumbe à curiosidade, uma boa notícia. Existem instrumentos na própria web capazes de auxiliá-lo. Aliás, a conduta é cada vez mais comum. Quatro em cada dez adultos buscam seus próprios nomes em ferramentas de busca como o Google e o Yahoo!

É possível, por exemplo, monitorar por e-mail todos os locais onde seu nome aparece. Um caminho é o Google Alerts. Ao cadastrar-se nele, sempre que o nome em questão for citado, o sistema enviará um alerta para o e-mail cadastrado com a descrição e o link do site, blog ou vídeo onde a palavra-chave foi mencionada. No entanto, segundo a UOL, a checagem demora algum tempo. É bem provável que a resposta chegue com um dia de atraso.

A Socialmention é outra opção, mas não encaminha o resultado por e-mail. Neste caso, para acompanhar tudo de perto, é preciso criar um feed RSS com a palavra-chave escolhida, informa o site UOL Outro serviço semelhante, é o Keotag - porém, das 17 opções para localização, oito delas não são muito divulgadas no Brasil. “Serviços” bem mais “caseiros” também ajudam, como o Google, Twitter, Yahoo e Youtube.

Recursos humanos

Muitos deles também são utilizados por empresas de recursos humanos (RH). Segundo pesquisa divulgada no ano passado, 25% das empresas dessa área recorrem à Internet para pesquisar um pouco mais sobre candidatos às vagas disponíveis. Em Bauru, no entanto, a prática ainda não é tão corriqueira. Conforme o JC apurou, a Internet ainda é tida como fonte duvidosa.

“Não é o melhor método. É manipulativo. O que a gente sempre faz é checar referência em empregos anteriores”, explica Vânia Fernandes Sil, consultora de operações júnior da Gelre. Compartilha de idéia semelhante o psicólogo e consultor de recursos humanos Fábio Silva, para quem a entrevista pessoal é fundamental. Ele, no entanto, busca currículos na Internet.

Na área acadêmica, a pesquisa é mais fácil graças à Plataforma Lattes, uma base de dados de currículos e instituições das áreas de ciência e tecnologia. Os docentes de instituições públicas com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) são obrigados a cadastrar-se. No entanto, as informações dificilmente são confirmadas pela própria Internet.

“Para um concurso público, por exemplo, além do currículo Lattes tem que apresentar comprovação. Obrigatoriamente tem que ter os documentos em papel. Algumas universidades não-públicas também estão exigindo o Lattes, mas não são todos os professores que têm”, explica João Pedro Albino, vice-diretor da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru.

De acordo com ele, a plataforma também é referência quando o acadêmico solicita verba para projetos ou tenta a progressão na carreira. “Até algumas empresas estão exigindo o Lattes para admissões, mas ainda é muito pouco. É mais para a área acadêmica mesmo”, conclui.

Comentários

Comentários