O Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB) está se acabando por causa dos cupins e traças devorando os troféus e as relíquias da guerra. O terreno para o prédio foi doado pelo ex-governador Carlos Lacerda e construído com o esforço dos próprios febianos. A falta de recursos também está comprometendo a estrutura do imóvel.
Na década de 40, os nossos navios mercantes começaram a ser torpedeados pelos submarinos do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), ceifando milhares de vidas e subtraindo os nossos bens. Os estudantes foram às ruas pedir guerra contra os sicários covardes. O presidente Vargas expropriou o Clube Germânia, na praia do Flamengo - RJ, onde funcionava uma sociedade dos alemães, e doou o prédio aos patriotas estudantes para que estes estabelecessem a sua sede. Assim nasceu o famoso prédio da UNE-RJ.
Quando o País entrou em guerra, os estudantes se encolheram e o Exército foi mobilizar a sua Força Expedicionária com jovens agricultores de Minas e São Paulo e a população pobre da Baixada Fluminense. A FEB cobriu-se de glórias nos campos de batalha da Itália, mas foram sacrificados 443 brasileiros e mais 12 mil mutilados ou incapacitados para a vida civil.
O atual governo federal destinou R$ 36 milhões para soerguer a sede daqueles que se omitiram quando a Pátria precisou deles para o sacrifício da guerra, e negou uns poucos milhares de reais para manter o Museu da FEB, uma relíquia do espírito patriótico dos brasileiros. Oh! povo ingrato.
José Batista Pinheiro - Fortaleza-CE