Esportes

Time deve atuar com três volantes

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

O técnico Ruy Scarpino confirmou, no treinamento de ontem, que pretende mesmo escalar o Noroeste com três volantes, para o jogo contra o Santos, amanhã à noite, no estádio Alfredo de Castilho. Com isso, o treinador saca Marcinho e promove a entrada de João Marcos.

Apesar de garantir maior resguardo contra o mei-campo do Peixe, Scarpino diz que o time não terá postura estritamente defensiva. “A formação é boa”, assegura. “Sempre vai ter a opção de um jogador saindo como homem surpresa”, pondera. “Muitos questionam quando se joga com três volantes. O São Paulo, com três zagueiros, é tricampeão brasileiro”, compara. “Independentemente se você joga com três zagueiros ou três volantes, depende muito da característica e qualidade dos jogadores”, atribui. “No futebol de hoje não dá para jogar exposto”, defende.

Para a partida, válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista, o técnico também fará alterações na lateral direita, com a escalação de Max Carrasco, no lugar de Éder, ainda em busca de um melhor condicionamento, além da provável entrada de George, em substituição a Marcelo Santos, que ainda depende de aval do departamento médico para enfrentar o Santos.

O lateral, que sentiu uma contusão no jogo de estréia, contra o Paulista, em Jundiaí, foi preservado dos treinamentos com bola ontem, quando apenas correu em volta do gramado. Apesar de ainda reclamar de dores, o atleta se diz disposto a ajudar o Noroeste na difícil missão de vencer o bem armado time da Baixada Santista. “Eu gostaria de participar. Apesar de ainda ter uma dor incômoda”, admite. “Mas ainda faltam 48 horas para o jogo, uma partida que ninguém quer ficar de fora”, aguarda Marcelo, com lesão muscular na perna esquerda.

Também na expectativa pela liberação do jogador junto ao departamento médico é o técnico Ruy Scarpino, que, apesar da derrota na estréia, elogiou o desempenho do lateral na partida em Jundiaí. “É um jogador que foi muito bem. Vamos aguardar”, sintetiza.

O treinador enfatiza a necessidade de maior atenção do setor defensivo aliado à objetividade de conclusão quando a bola passar do meio para a frente, quesitos que fizeram diferença, a favor do adversário, no jogo de quarta-feira. “Nossa equipe teve posse de bola, chegou próxima à área adversária, mas faltou um algo mais em direção ao gol”, detalha. “Queremos uma atitude diferente nesse jogo de domingo”, almeja.

Ligado

Para o zagueiro Bonfim, o resultado será fatal caso os erros de domingo se repitam contra o Santos. “É uma página virada, não tem como voltar. É só ter mais atenção para que não se repita. Temos que ter atenção do início ao fim”, antecipa. “A gente sabe que se ficarmos desatentos em cinco segundos, podemos tomar o gol”, conscientiza-se. “Não começamos bem o campeonato e temos que pontuar.”

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