Bairros

Secretaria quer estimular ‘adoção’

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Incentivar a adoção de praças públicas, seja pela iniciativa privada, entidades sociais e até mesmo moradores. A idéia, desenvolvida pela atual prefeito Rodrigo Agostinho enquanto exercia o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente na administração anterior, será incentivada.

As primeiras seis praças foram adotadas em março de 2007. De lá para cá, outras 17 praças localizadas na região central e pelos bairros também foram incluídas no programa. A Praça Portugal, por exemplo, devido à sua extensão, foi dividida em partes e empresas e moradores assumiram os cuidados do local, inclusive a Rádio Jornal Cidade de Bauru. As últimas adoções foram autorizadas ainda por Agostinho.

À frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) há quase um ano, Valcirlei Gonçalves Silva planeja aumentar o número de praças adotadas no município e para incentivar os possíveis ‘benfeitores’ ele pensa até em negociar com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) a isenção ou pelo menos uma cobrança mínima da água utilizada para irrigar essas praças.

“Claro que haverá critérios e até mesmo limites de gastos. Tudo está sendo estudado para apresentarmos a proposta de parceria ao DAE”, explica.

O secretário lembra que o programa de adoção de praças no município foi criado com o intuito de manter esses locais conservados, mas para isso a secretaria precisa entregá-los reformulados. “Vamos reformular muitas das praças existentes no município, mas é preciso lembrar que são quase 300 unidades e tudo custa caro: bancos, calçamento e paisagismo”, explica.

A Praça da Bíblia foi uma das primeiras a serem adotadas no município e voltou a ser um orgulho para os moradores daquela região. A praça, assim como outras na cidade, se encontra bem conservada e com uma paisagismo que chama a atenção de quem passa todos os pelo local.

De acordo com Antonio Carlos Gimenes, sócio da empresa que adotou a praça, no início o investimento foi maior, já que era necessário recuperar o local. Hoje, o gasto é pequeno, apenas com a limpeza e manutenção.

“Infelizmente a comunidade não colabora, joga lixo e o monumento existente no local recuperado pela empresa é alvo constante de pichações. Desde quando assumimos cuidar do local já tivemos que apagar pichações umas dez vezes”, afirma.

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