Hilda Campos tem 53 anos e é maestrina e pianista. Apaixonada por cães, é dona de duas fêmeas de poodle. “Brinco que uma é minha filha e a outra, neta”, diz ela. Em novembro passado, ela viu seu clã canino ganhar um novo integrante.
“Eu estava com uma viagem para São Paulo programada para o dia 16, um domingo. Por essa razão, no sábado mesmo, resolvi ir ao supermercado (situado na Jardim Estoril) comprar algumas coisas para a minha filha. Eram por volta de 10h da noite quando fui atravessar a rua para ir do estacionamento à loja e acabei avistando um poodle macho bem magrinho, perdido sobre a faixa de pedestres”, conta a maestrina.
Temendo que o cão pudesse ser atropelado, Hilda se aproximou e começou a falar com o animal. “Tenho mania de ‘conversar’ com minhas cachorras. As pessoas até estranham. Naquele dia, cheguei perto do poodle e disse: ‘Filhinho, cadê seu papai?’”, diz.
O cão, então, sentou-se no asfalto e “ofereceu” uma das patas para ela. O jeito dengoso do poodle deixou Hilda encafifada. Na certa tem dono, ela pensou. Além do gesto, outro indício que ajudou a reforçar as suspeitas da maestrina foi o fato dele estar com o pêlo tosado.
“Fiquei com dó dele e nem fui ao mercado. Acabei levando o cãozinho para minha casa”, conta. Em pouco tempo, o poodle foi conquistando os corações dos moradores da casa de Hilda. Inclusive, ele acabou ganhando até um nome provisório. “Passamos a chamá-lo de Zé Bob, por causa da novela (‘A Favorita’, que vinha sendo exibida pela Rede Globo, até alguns dias)”, diz Hilda.
Embora tenha se deixado seduzir por Zé Bob, Hilda se manteve firme no intuito de entregá-lo de volta ao legítimo dono. Ela acredita que o poodle possa ter pertencido a alguma criança. “Digo isso porque meu coral ensaia em minha casa e, às vezes, algumas integrantes vêm acompanhadas das netinhas. Você não tem noção de como ele (o cão) fica alegre quando vê as meninas”, explica.
Por isso, ela quer devolver Zé Bob ao dono original. “Tenho medo de que alguma criança esteja sofrendo por causa dele”, diz a maestrina. Caso, porém, não consiga localizar o antigo proprietário do animal, Hilda garante que ele não ficará sem ter onde morar.
“Ele vai ficar em casa, comigo. Não vou entregá-lo a qualquer um, pois não quero que ele sofra”, garante Hilda.
Serviço
O proprietário legítimo do poodle Zé Bob pode entrar em contato com Hilda Campos pelo telefone (14) 9722-9408.