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Libertadores: Palmeiras vence e se classifica

Da Redação
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Mesmo podendo perder por até três gols de diferença - já havia ganho a primeira partida por 5 a 1 no Palestra Itália - o Palmeiras venceu, ontem à noite, na Bolívia, o Real Potosí por 2 a 0 e se classificou à fase de grupos da Libertadores-2009. Os gols da vitória alviverde foram marcados por Cleiton Xavier, no primeiro tempo, e Keirrison, na segunda etapa. Com o resultado, o time alviverde garantiu a vaga no grupo 1 da competição, ao lado de Sport, Colo-Colo e LDU, e estréia na competição no próximo dia 17 contra a LDU, em Quito.

A equipe boliviana começou a partida pressionando o Palmeiras, especialmente nos primeiros 20 minutos. No entanto, sem muita objetividade e abusando de bolas alçadas na área, o Potosí pouco ameaçou o time alviverde. O maior susto tomado pelos palmeirenses até esse período havia sido uma bola na trave após um despretensioso cruzamento da direita dos bolivianos.

No entanto, após esse lance, o jogo “esquentou” em ritmo e emoção. Cerca de um minuto após quase ter tomado o gol, o Palmeiras respondeu na mesma “moeda”. Em um contra-ataque, aos 22 minutos, o meia Willians recebeu pela esquerda, driblou dois marcadores e acertou a trave da meta do Potosí.

Seis minutos mais tarde, aos 28, o Potosí quase conseguiu seu gol após uma cabeçada afastada pelo zagueiro Danilo em cima da linha da meta defendida pelo goleiro palmeirense Bruno. Mas, cerca de 30 segundos após quase ter levado o gol, a equipe palmeirense conseguiu marcar o seu.

Em um rápido contra-ataque, o meia Cleiton Xavier recebeu um passe “açucarado” de Keirrison e soltou uma “bomba” para inaugurar o placar. Palmeiras 1 a 0. O gol palmeirense serviu para esfriar os ânimos dos bolivianos, que não voltaram mais a ameaçar o Palmeiras até o final da primeira etapa.

As duas equipes voltaram sem alterações para a etapa complementar, que foi amplamente dominada pela equipe alviverde. Nela, o Verdão só foi ameaçado em raras oportunidades pelo Real Potosí, que só incomodava em lances de bola parada e em poucas jogadas articuladas pelo fraco time boliviano.

As emoções do segundo tempo ficaram reservadas somente após os 29 minutos, quando o Palmeiras ampliou a vantagem com o rápido Keirrison. Aproveitando vacilo da zaga boliviana, que recuou mal a bola para o goleiro, o K9 palmeirense só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes. E o Palmeiras só não goleou o Potosí porque o goleiro boliviano impediu Cleiton Xavier de marcar o gol em uma cobrança de falta, aos 41 minutos.

‘Fuga’ de David dá prejuízo

Ao “fugir” do Palmeiras com destino ao Panathinaikos alegando que seu contrato não tinha mais validade, David frustrou as expectativas de seu ex-procurador, do clube de várzea que o revelou e do próprio clube alviverde, que lhe deu uma bolada pela renovação do vínculo. Todos sonhavam com o lucro que o zagueiro poderia gerar. Mas ficaram a ver navios.

O advogado de David, Marcelo Soares, chegou a dizer, quando entrou com a ação na Justiça Trabalhista pedindo a liberação do clube, que o zagueiro havia sido coagido a assinar um contrato de gaveta. Hoje evita usar esse termo. “Só digo que David tem o direito constitucional de trabalhar onde quiser.”

Soares não confirma nem nega a versão do Palmeiras de que o zagueiro recebeu US$ 600 mil (R$ 1,3 milhão) dos US$ 1,5 milhão (R$ 3,4 milhões) previstos de “luvas” no contrato que depois disse ter sido forçado a assinar. David, de 20 anos, receberia essa quantia parcelada até o fim de 2010, prazo do novo contrato. “Só vamos falar na Justiça”, disse Soares, lembrando que a próxima audiência é no dia 19 de março.

O zagueiro deixou muita gente revoltada. “David demonstrou uma inacreditável falta de caráter”, disparou o diretor de futebol Savério Orlandi. “Como ele pôde fazer isso com a gente?”, disse Américo Marques, vice-presidente do Benfica da Vila Maria, o clube de várzea da Zona Norte Paulistana que vendeu o zagueiro para o Palmeiras em 2003, mas manteve 20% de seus direitos.

Ou seja: se ele fosse vendido por R$ 5 milhões, o modesto Benfica levaria R$ 1 milhão. Nada mal para um clube encravado entre as pistas expressa e local da Marginal Tietê (perto da Ponte do Tatuapé) e que se resume a um campo de terra, uma lanchonete e um vestiário acanhado. “Tenho o contrato assinado pelo Mustafá (Contursi, ex-presidente do Palmeiras), que nos garante direito de 20%”, diz Américo.

Outro desolado é Marcelo Ortiz, ex-procurador do jogador e que adquiriu diretamente do Palmeiras 20% de seus direitos em 2006. Ele chegou a comprar uma casa para David por R$ 250 mil. “E agora não me atende mais! Desde dezembro a gente não se fala. Se soubesse que ia tomar essa ‘bicicleta’, gastaria com a minha família, nunca com David.”

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