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Minha história: A menina-dos-olhos


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Entrei em efetivo exercício de um cargo público na Delegacia de Saúde de Bauru no dia 7 de julho de 1965. Fiquei responsável pelo Setor de Transportes Internos Motorizados da Delegacia de Saúde, que estava acéfalo.

E como estava acéfalo! O último funcionário responsável pelo setor vivia tirando licenças de saúde, porque visava a um diploma de bacharel em direito. Tive que acertar toda a papelada burocrática, que estava atrasada por longos cinco anos! Consegui, sozinho, pôr tudo em dia. Apaixonei-me pelo serviço.

Surgiu um grande amor entre mim e o Setor de Transportes da Delegacia de Saúde. Fui aperfeiçoando o controle sobre os gastos mensais com veículos oficiais, a ponto de ser considerado um dos melhores pela Divisão de Transportes da Secretaria da Saúde (Capital). Em 1969, com o advento da reforma administrativa, foi criada uma Seção de Administração de Subfrota na Divisão Regional de Saúde de Bauru. Havia um cargo de chefe de seção, a ser designado em futuro próximo. Eu preenchia os pré-requisitos.

Fui selecionado para cursar disciplinas específicas na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (SP). Com o certificado em mãos, não havia como não ser indicado para a chefia da Seção de Administração de Subfrota, o que efetivamente ocorreu. Senti-me gratificado e realizado profissionalmente.

Em 1973, a região de Marília passou a reivindicar que a Divisão Regional de Saúde de Bauru fosse repartida no meio, criando-se assim a Divisão Regional de Saúde de Marília. Assim foi feito: criou-se a Divisão Regional de Saúde de Marília. Com isto, foi extinta a Seção de Administração de Subfrota em Bauru. Perdi a chefia, ato contínuo.

Aquela seção era a menina-dos-olhos deste narrador. Foi a maior frustração que tive em toda minha vida como um servidor público estadual. É como se tivesse perdido uma parte de mim mesmo.

Gilberto Sidney Vieira

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